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Foto/Divulgação: Thiago Lontra

Também em alusão ao “Outubro Rosa”, a Comissão da Alerj de Defesa dos Direitos da Mulher da realizou uma ação de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer de mama.

Você sabia que uma mecha de cabelo pode transformar a vida de muitas pessoas? Nesta sexta-feira, a AGÊNCIA ALERJ acompanhou a ONG Cabelegria na entrega de perucas a pacientes com câncer em tratamento no Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap), da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói.

A cabeleireira Luana Secondino da Cruz está em tratamento contra o câncer há seis meses e afirma que não é fácil lidar com a queda dos cabelos. “O cabelo é o cartão postal da gente. Eu ainda não me acostumei totalmente sem eles. A peruca resgata totalmente a minha autoestima”, diz. Luana escolheu um modelo que se assemelha ao cabelo que ela tinha antes do tratamento: loiro, de tamanho mediano e liso.

O sentimento de resgate da autoestima é compartilhado pela personal trainer Caroline Chicayban, que ainda vai realizar a primeira sessão de quimioterapia, no próximo dia 10. Carol optou por uma peruca loira e comprida, como ela já usou um dia. “Perguntei à minha médica se meus cabelos iriam cair e ela disse que sim. Sou uma mulher muito vaidosa, então foi muito impactante processar tudo isso. Então, receber a peruca é saber que vou poder trabalhar bonita, sair, colocar um lenço. Saio daqui muito feliz”, conta.

A gerente de restaurante Liziane Barcelos também esteve no evento e já estava usando a peruca que escolheu. Ela está em tratamento desde maio deste ano e conta que ganhar a peruca é fundamental para seguir firme na batalha contra a doença. “Eu sei que a gente não deve se apegar ao cabelo, porque ele vai crescer, mas, para mim, a peruca significa muito. E a que eu peguei aqui hoje é exatamente igual ao meu cabelo!”, afirma, emocionada.

A médica oncologista Renata Natário explicou que o hospital cuida de um número grande de pacientes com câncer e, neste mês de outubro, a instituição realizou ações de conscientização e informação e de cuidado, momento em que entra a parceria com a Cabelegria. “A nossa parceria com eles proporciona que as mulheres tenham um momento de autocuidado e se ressignificar durante esta trajetória difícil. É muito gratificante vê-las felizes ao se olharem no espelho novamente”, explica.

A ONG Cabelegria e como doar

Uma das fundadoras da Cabelegria, Mariana Robrahn explica que a Cabelegria nasceu em 2013, a partir de uma iniciativa dela e da amiga Mylene Duarte. “Tudo começou quando decidimos doar nossos próprios cabelos e criar uma campanha nas redes sociais para incentivar outras pessoas a fazerem o mesmo. O que imaginávamos ser uma ação pequena acabou tomando uma proporção que não esperávamos. Foi aí que começamos a perceber que poderíamos ir além. Não bastava apenas arrecadar os cabelos: queríamos transformá-los em perucas e garantir que chegassem gratuitamente às pessoas que precisavam. Hoje, já beneficiamos 18 mil pacientes. Nosso propósito é justamente esse: oferecer acolhimento e ajudar cada paciente a se reconhecer e se sentir bem consigo mesmo”, conta.

O processo de doação de cabelos para a Cabelegria é bastante simples e qualquer pessoa pode participar. A ONG recebe cabelos de todos os tipos: lisos, ondulados, cacheados ou crespos, inclusive cabelos com química ou coloração. O único requisito em relação ao comprimento é que a mecha tenha, no mínimo, 15 centímetros.

Para fazer a doação, é importante que o cabelo esteja limpo e completamente seco. Antes do corte, ele deve ser separado em uma ou mais mechas e preso firmemente com elásticos, para que os fios permaneçam organizados. Depois, basta colocar as mechas em um saco plástico limpo.

O doador pode encaminhar o cabelo pelos Correios ou entregá-lo em um dos pontos de coleta parceiros. Todas as orientações, os endereços e o formulário de pré-cadastro estão disponíveis no site www.cabelegria.org. Ao realizar o pré-cadastro, o doador também pode acompanhar o recebimento da doação e emitir seu certificado.

Alerj na Campanha do Outubro Rosa

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Alerj realizou nesta semana, uma ação de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer de mama, como parte da campanha Outubro Rosa. A programação incluiu a distribuição de panfletos informativos e laços rosa na entrada do Edifício Lúcio Costa, sede do Parlamento fluminense, além de uma mobilização no Largo da Carioca.

Texto: Carol Barreto

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