Foto/Divulgação: Octacílio Barbosa
O Poder Executivo poderá criar a Escola de Música Popular Carioca. A medida, de autoria do deputado Rodrigo Amorim (PL), foi aprovada, em segunda discussão, pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), nesta quinta-feira (05/11). O texto seguirá para o Governo do Estado, que terá prazo de até 15 dias úteis para sancionar ou vetar a proposta.
A medida busca ampliar o acesso à formação musical e profissionalizante, principalmente para crianças, jovens e adultos moradores de comunidades e áreas de baixa renda do estado. Segundo a matéria, a escola poderá oferecer cursos e oficinas teóricas e práticas de música, dança e produção cultural, além de capacitação e requalificação profissional em áreas como sonorização, iluminação e organização de eventos. Também estão previstas aulas de teoria musical, instrumentos de corda, sopro e percussão, bem como atividades em corais, fanfarras, orquestras e conjuntos populares.
A proposta também prevê formação e certificação na área técnica, integrando o ensino profissional e humanista à prática musical. Entre os objetivos estão o estímulo à criatividade, o desenvolvimento de habilidades sociais e a preparação dos estudantes para atuarem como agentes de difusão da arte musical. Os alunos também poderão participar de grupos musicais e festivais, como forma de aprimorar suas habilidades e ampliar suas experiências profissionais.
A instituição ficará vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (Secec), cabendo ao Executivo disponibilizar espaços físicos adequados e recursos orçamentários para seu funcionamento. O projeto também autoriza a realização de parcerias com a iniciativa privada para a manutenção das atividades.
Para Rodrigo Amorim, é fundamental fortalecer manifestações culturais como o samba e o funk carioca, além de oferecer oportunidades de qualificação aos artistas das comunidades. “Nos inspiramos em uma sugestão do cantor, DJ e produtor MC Serginho, morador da comunidade do Jacaré, na Zona Norte do Rio, que defende a ampliação do acesso à formação profissional no setor musical”, justifica.
Texto: Larissa Bispo e Petra Sobral, da Agência Alerj
