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Foto/Divulgação

A poucos dias do início da propaganda eleitoral de 2026, O Instituto Orire realizou o Orire Convida, que reuniu comunicadores, intelectuais e produtores de conhecimento na última quinta-feira (13), no Centro do Rio, para discutir um dos temas que devem atravessar a eleição: quem controla as narrativas em um ambiente cada vez mais mediado por algoritmos e inteligência artificial.

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O Evento teve como tema principal “Quem controla a narrativa controla o futuro? Comunicação, IA e democracia em tempos de disputa por atenção” e reuniu nomes diversos como Sérgio Ribeiro, Diretor Regional do Senac-Rio de Janeiro; Bruna Camargo, líder de projetos na Fundação Roberto Marinho e no Canal Futura; Major Maicon Pereira, porta-voz da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, e Sueli Beatriz Ferreira, diretora-tesoureira da OAB Barra da Tijuca; e Thais Bernardes, jornalista, empresária e fundadora do Instituto Orire.

A proposta é discutir como a inteligência artificial, plataformas digitais, algoritmos e novas formas de circulação da informação vêm transformando não apenas a comunicação, mas a própria construção do debate público. Para Thais Bernardes, a discussão sobre quem produz e distribui informação ganha uma dimensão ainda maior em um ano eleitoral.

“Nós estamos entrando em uma eleição na qual a disputa não acontece apenas pelo voto. Existe também uma disputa pela atenção, pela informação que chega às pessoas e pelas narrativas que passam a orientar a maneira como enxergamos a realidade. E não basta discutir quem controla essas narrativas. Precisamos perguntar também quem tem condições de produzir informação, chegar ao público e continuar existindo. Democracia também passa por isso”, analisa a jornalista.

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Do debate ao investimento
O encontro não termina na discussão abstrata sobre informação. Durante o evento, o Instituto Orire anunciou os cinco veículos selecionados pelo Programa Orire de Apoio às Mídias Independentes. São eles: Coletivo 021, Portal Eu Rio, jornal O Gonçalense, Rádio Ativa. A iniciativa, criada para fortalecer o jornalismo produzido nos territórios do estado do Rio de Janeiro, premiou cada veículo selecionado com o aporte de R$2 mil, totalizando R$10 mil investidos diretamente pelo Instituto.

O programa parte do entendimento de que discutir pluralidade de narrativas também exige enfrentar uma questão estrutural: quem consegue financiar a produção de informação de interesse público?

“Quando falamos em pluralidade, não podemos falar apenas de quem aparece. Precisamos falar de estrutura, sustentabilidade e distribuição de recursos. Se queremos mais vozes participando do debate público, precisamos criar condições para que essas vozes produzam informação com autonomia”, afirma Bernardes.

A primeira edição do Orire Convida foi realizada no Ateliê Bonifácio, na Rua do Senado, Centro do Rio, em formato presencial e fechado para convidados. A mesa foi transmitida ao vivo, pelo Instagram do Instituto Orire, ampliando o acesso à discussão para o público. 

Fonte: Ascom/Orire

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