Young man suffering from neck pain in black t-shirt, cap , front view.

Foto: Divulgação

Diagnóstico precoce pode aumentar chances de cura e evitar casos avançados, alertam especialistas

 

O diagnóstico de neoplasia cervical, como o anunciado recentemente pelo narrador esportivo Luís Roberto, chamou atenção para um termo médico amplo que descreve o crescimento anormal de células na região do pescoço, podendo envolver laringe, faringe, cavidade oral, tireoide, linfonodos ou glândulas salivares. O diagnóstico costuma surgir após exames de rotina ou a investigação de sintomas persistentes.
 

Segundo o oncologista da Hapvida, Dr. Jorge Abissamra Filho, o termo “neoplasia cervical” não define automaticamente um câncer, mas exige investigação detalhada.
 

“Neoplasia é um termo amplo, que pode indicar tanto um tumor benigno quanto maligno. Quando falamos da região cervical, estamos tratando de estruturas diferentes, e cada uma tem comportamento, risco e tratamento distintos”, explica.
 

Dados do Ministério da Saúde apontam que o câncer de cabeça e pescoço configura o terceiro mais incidente no Brasil, com ocorrência maior entre os homens.
 

Crescimento silencioso e diagnóstico tardio

Tumores da região cervical podem se desenvolver de forma silenciosa, principalmente em estágios iniciais. Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) indicam que cerca de 80% dos tumores de cabeça e pescoço no Brasil ainda são diagnosticados em estágios avançados, o que dificulta o tratamento e pode reduzir as chances de cura.
 

“Por isso, qualquer sintoma persistente na região do pescoço deve ser investigado. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores são as chances de controle e cura”, afirma Abissamra.
 

Principais fatores de risco

Os fatores de risco variam conforme o órgão afetado, mas alguns são clássicos:

  • Tabagismo
  • Consumo excessivo de álcool
  • Infecção por HPV (em alguns tumores)
  • Exposição à radiação (especialmente tireoide)
  • Histórico familiar e fatores genéticos
  • Idade acima de 45 anos (em tumores de cabeça e pescoço)

“Tabaco e álcool continuam sendo os principais fatores associados aos tumores de cabeça e pescoço. Já nos tumores de tireoide, o perfil muda, com maior incidência em mulheres e fatores hormonais e genéticos”, destaca o especialista.
 

Sinais de alerta

Os sintomas variam conforme a localização, mas alguns sinais exigem avaliação médica:

  • Caroço no pescoço
  • Rouquidão persistente
  • Dor ou dificuldade para engolir
  • Dor de garganta que não melhora
  • Dor irradiada para o ouvido
  • Feridas na boca
  • Alterações respiratórias
  • Sensação de massa na região cervical


Incidência e dados no Brasil

 Não existe um número único para “neoplasia cervical”, pois o termo engloba diferentes tumores. Porém, alguns dados ajudam a dimensionar o cenário:

  • Cerca de 80% dos tumores de cabeça e pescoço no Brasil são diagnosticados tardiamente;
  • O câncer de tireoide tem cerca de 16.660 casos novos por ano no Brasil, sendo 14.160 em mulheres (Inca) ;
  • Tumores de cabeça e pescoço são mais comuns após os 45 anos;
  • Tumores de tireoide ocorrem mais entre 30 e 60 anos;

Diagnóstico precoce é a principal estratégia
 Diferentemente de outros tipos de câncer, não existe um exame preventivo único para neoplasia cervical. O diagnóstico precoce depende da avaliação clínica e de exames específicos. “O mais importante é não ignorar sintomas persistentes. O diagnóstico precoce muda completamente o prognóstico”, reforça o médico.
 

Sobre a Hapvida
 Com mais de 80 anos de experiência, a Hapvida é a maior empresa de saúde integrada da América Latina. A companhia conta com mais de 77 mil colaboradores e atende cerca de 16 milhões de beneficiários de saúde e odontologia em todas as regiões do Brasil.
 

Sua estrutura foi desenvolvida com foco no cuidado integral, reunindo 85 hospitais, 74 prontos atendimentos, 364 clínicas médicas e 309 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial, além de unidades voltadas à atenção preventiva e ao acompanhamento de doenças crônicas. Essa integração, aliada à qualidade médica e à inovação, garante uma atuação eficiente e centrada no paciente.

Fonte: Cicero Borges – GBR

 

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