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Foto/Divulgação: Renato Mangolin

Mostra Ser(tão): Imersão no Cerrado convida o público a percorrer poeticamente um dos biomas mais biodiversos — e ameaçados — do país

 

Um percurso sensorial e poético pelo Cerrado brasileiro por meio da arte contemporânea. É o que propõe a exposição “Ser(tão): Imersão no Cerrado”, que o Museu do Jardim Botânico inaugura no próximo dia 23. Com obras inéditas da artista visual Flavia Daudt, a mostra ocupa diferentes espaços do museu e articula fotocolagem, instalação e arte sonora para refletir sobre a riqueza ecológica e a vulnerabilidade do segundo maior bioma do país. A entrada é gratuita

Ao receber a exposição, o Museu do Jardim Botânico reforça seu compromisso em aproximar arte, ciência e biodiversidade, promovendo experiências que convidam o público a refletir sobre o Cerrado e os desafios relacionados à sua conservação. Ocupando cerca de um quarto do território nacional e responsável por importantes nascentes hidrográficas, o Cerrado é um dos biomas mais ameaçados pelo avanço do desmatamento e da expansão agropecuária.

A partir de pesquisas e viagens realizadas desde 2021, Flavia Daudt e Ana Paula Freitas Valle desenvolveram trabalhos inspirados nas paisagens, espécies e comunidades do Cerrado. Para a exposição no Museu do Jardim Botânico, foi concebido um percurso dividido em três ambientes, associados simbolicamente à terra, à água e ao ar.

Logo na entrada, o público encontra a instalação “Um Cerrado Assim”, idealizada por Ana Paula Freitas Valle, composta por grandes fotocolagens de autoria de Flavia Daudt, impressas em seda e organza, em grandes dimensões de até quase três metros de altura. As obras recriam poeticamente as paisagens e belezas naturais do bioma. O espaço também apresenta esculturas inspiradas em cupinzeiros produzidas pelo artista convidado Willy Reuter, que ampliam a sensação de imersão na paisagem retratada.

Outro destaque da mostra é “Terra que Guarda”, instalação de 8 metros de altura que ocupa a escada principal do museu com a imagem monumental de uma árvore e suas raízes bordadas pela artista convidada Mirele Volkart. A obra desce do pé-direito até o térreo do museu e é complementada por uma arte sonora com o barulho das águas, assinada por Joe Stevens.

No primeiro pavimento, a exposição homenageia o joão-de-pau, ave presente no Cerrado brasileiro, com um grande ninho de madeira imersivo – produzido com galhos de poda sustentável das árvores do Jardim Botânico do Rio de Janeiro – pelo artista convidado Ricardo Siri. Na parede, além de uma fotocolagem de autoria de Flavia Daudt, um grande painel com aves do bioma, desenvolvido pelo ornitólogo Luciano Lima, apresenta o canto de diferentes espécies.

“A arte tem um papel fundamental na divulgação científica porque consegue criar conexões emocionais e sensoriais com temas que, muitas vezes, chegam ao público apenas por dados e estatísticas. No Museu do Jardim Botânico, acreditamos nessa aproximação entre conhecimento científico e experiência artística como uma forma de despertar interesse, sensibilizar os visitantes e ampliar o debate sobre a urgência da conservação da biodiversidade”, afirma Grazielle Giacomo, Gerente Técnica no Museu do Jardim Botânico.

O Museu do Jardim Botânico conta com patrocínio master da Shell Brasil, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. A gestão é do idg – Instituto de Desenvolvimento e Gestão. Inaugurado em março de 2024, o Museu apresenta ao público, por meio de exposições, conteúdos interativos e programação educativa e cultural, o trabalho pioneiro do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro na pesquisa e conservação da flora brasileira.
 

Ser(tão): Imersão no Cerrado
Museu do Jardim Botânico
Abertura: 23 de maio de 2026
Visitação: quinta a terça-feira, das 10h às 18h (última entrada às 17h)
Entrada gratuita
 

Sobre o idg

Há 25 anos, o idg atua na gestão e desenvolvimento de projetos culturais, ambientais e educacionais. Une conhecimento, inovação, criatividade e ousadia para dar vida a ideias e contar histórias que provocam reflexões e criam experiências.
Guiado pelo propósito de esperançar futuros possíveis, implementou e gere o Museu do Amanhã e o Museu do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro; o Museu das Favelas e o programa CultSP PRO, em São Paulo; o Paço do Frevo, no Recife; e o Museu das Amazônias, em Belém. Também é gestor operacional do Fundo da Mata Atlântica, no Rio de Janeiro.

Fonte: Marcele Ferraz

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