Cristiana Almeida, coordenadora nacional do Elo Mulheres. Foto/Divulgação/Facebook
Inscrições já estão abertas e temas serão levados à 1ª Conferência Nacionaldos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, em Brasília
Como enfrentar os impactos das tragédias climáticas nas áreas mais pobres e vulneráveis da cidade?Quais medidas devem ser adotadas para promover a segurança alimentar e a agricultura sustentável? Como tornar as cidades mais inclusivas, seguras e sustentáveis? Estes são alguns dos temas que serão debatidos no próximo sábado (dia 16/05), às 14h30, na Conferência Livre ODS Região Sudeste – Rio de Janeiro.
Promovido pelo movimento Elo Mulheres, da Rede Sustentabilidade, o encontro, que tem como tema “Mudanças climáticas e aumento da vulnerabilidade social”, será realizado no Windsor Guanabara Hotel, na Avenida Presidente Vargas, 392, no centro do Rio.As inscrições para participar da conferência, inclusive de forma online, podem ser feitas no link http://bit.ly/3Riwvg7. Os temas debatidos serão levados à 1ª Conferência Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que será realizadaentre os dias 29 de junho e 2 de julho, em Brasília.
“As mudanças climáticas afetam, principalmente, os mais pobres e vulneráveis socialmente. Como moram em áreas sem infraestrutura e não têm acesso a serviços públicos básicos, eles sofrem muito mais os impactos de inundações, deslizamentos, calor extremo, etc. Por isso, o investimento em políticas públicas para reduzir as desigualdades sociais é urgente’’, defende a deputada federal Heloisa Helena (Rede-RJ).
Para enfrentar as mudanças climáticas, a Organização das Nações Unidas (ONU) definiu 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs), que englobam 169 metas em diferentes frentes, passando por energia, clima, água, biodiversidade, redução da pobreza, consumo e produção responsáveis, modelos de produção, entre outros.
De acordo com o Censo 2022, o Brasil tem hoje 12.348 favelas e comunidades urbanas, onde vivem 16,5 milhões de pessoas. Mais de 8,2 milhões delas vivem, segundo a plataforma Adapta Brasil, em áreas sujeitas a inundações, enxurradas e deslizamentos.
“As desigualdades sociais são aprofundadas com as crises climáticas.Por isso é fundamental discutirmos medidas de proteção às pessoas que moramnas periferias das cidades e lutarmos por política públicas que garantam avida e a dignidade desta população mais vulnerável às mudanças do clima”, afirma Cristiana Almeida, coordenadora nacional do Elo Mulheres.
Fonte: Ana Paula Araripe

