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Médico chama atenção para sinais da leucemia
De acordo com o Dr. Tiago Barros, hematologista da Clínica Felippe Mattoso, a leucemia é um conjunto de neoplasias malignas que acometem as células precursoras da medula óssea, responsáveis pela formação dos leucócitos, hemácias e plaquetas que circulam no sangue.
“O que causa o surgimento da leucemia ainda não está totalmente esclarecido. No entanto, fatores familiares, ambientais e relacionados ao estilo de vida parecem influenciar no surgimento de mutações que levam ao desenvolvimento da doença”, alerta o Dr. Barros.
Segundo o médico, existem quatro tipos principais de leucemia: leucemia mielóide aguda, leucemia linfoblástica aguda, leucemia mielóide crônica e leucemia linfóide crônica. Além de inúmeros subtipos com prognóstico, diagnóstico e tratamento diferentes entre si. Os sintomas também podem variar bastante.
“Há casos identificados em exames de rotina, como o hemograma, em pacientes completamente assintomáticos. Em outros, surgem sintomas mais evidentes, como sangramentos sem causa aparente, cansaço intenso e palidez decorrentes da anemia, além de mal-estar e infecções recorrentes, causadas pela imunossupressão. Isso acontece porque a medula óssea passa a produzir predominantemente células doentes, chamadas blastos, em vez de leucócitos maduros que devem nos proteger”, detalha o médico.
O diagnóstico da leucemia é feito por meio do hemograma completo e da avaliação da medula óssea, obtida a partir da retirada de uma pequena quantidade de líquido do osso da bacia ou do osso esterno no peito. “Para identificar o subtipo da doença e definir o prognóstico, são necessários exames mais avançados, como imunofenotipagem, biologia molecular, com técnicas de PCR e NGS, e citogenética convencional ou por FISH, todos disponíveis nas marcas do Grupo Fleury”, afirma o hematologista.
O tratamento varia conforme o tipo e a evolução da doença. Em alguns casos, a conduta pode ser apenas expectante, sem a necessidade de tratamento imediato. Em outros, é indicado o uso de quimioterapia, oral ou venosa. Frequentemente, também são necessárias transfusões de plaquetas e hemácias para dar suporte ao tratamento.
“Algumas leucemias têm cura, enquanto outras podem ser controladas com terapias contínuas ou intermitentes. O importante é que sempre há opções terapêuticas. Além disso, graças ao elevado número de doadores cadastrados no banco mundial de medula óssea, com forte participação do Brasil, o transplante alogênico de medula aumenta significativamente as chances de cura, inclusive nos casos de pior prognóstico”, conclui o hematologista.
Fonte: Anesia Pinto
