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Foto/Divulgação/Reprodução/Serviço Geológico do Brasil

O Brasil é o líder mundial absoluto em reservas e produção de nióbio, concentrando cerca de 90% a 98% das reservas conhecidas e respondendo por mais de 80% da oferta global do metal. As principais operações do país estão concentradas nos estados de Minas Gerais, Goiás e Amazonas, com destaque para a enorme mina de pirocloro em Araxá (MG).

Assim como as terras raras, o nióbio brasileiro também entrou no radar estratégico dos Estados Unidos. Investidores norte-americanos têm demonstrado interesse na Companhia Brasileira de Mineração e Metalurgia (CBMM), controlada pela família Moreira Salles.

O nióbio é um metal branco, brilhante, de baixa dureza, extraído principalmente do mineral columbita. Está presente, porém, em todos os minerais de tântalo e é obtido também a partir do pirocloro, loparita, euxenita, manganotantalita e samarskita. Seu nome vem de Níobe, personagem mitológica que era filha de Tântalo, em alusão à grande afinidade entre os dois metais. Nos Estados Unidos é chamado mais de colúmbio.

É muito resistente à corrosão e a altas temperaturas, e basta adicionar 100 gramas de nióbio a uma tonelada de aço para deixá-lo mais leve e com maior resistência a fraturas e torções.

O nióbio é atualmente empregado em automóveis; turbinas de avião; gasodutos; tomógrafos de ressonância magnética; nas indústrias aeroespacial, bélica e nuclear; além de outras inúmeras aplicações como lentes óticas, lâmpadas de alta intensidade, bens eletrônicos e até piercings.

O MITO DO CONTRABANDO DE NIÓBIO: Entre os mitos envolvendo o nióbio brasileiro estão os de que ele valeria tanto quanto o ouro e de que haveria contrabando, feito sob complacência das autoridades brasileiras. A liga ferro-nióbio, ao contrário de pedras preciosas e drogas, por exemplo, tem uma alta relação volume/preço e o contrabando, para compensar, deveria ser de toneladas, não de alguns quilos, como no caso de gemas ou drogas.

O valor do quilo do nióbio no mercado internacional varia entre US$ 30 e US$ 50 (cerca de R$ 160 a R$ 270), comercializado principalmente na forma de liga de ferro-nióbio. O Brasil domina a maior parte da oferta mundial, mas o preço é regulado pela lei de oferta e demanda global para evitar a troca por outros metais.

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