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Foto/Divulgação: Octacílio Barbosa

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) homenageou o jornalista Zuenir Ventura, que morreu aos 95 anos nesta terça-feira (22/09). Durante a sessão plenária, os deputados fizeram um minuto de silêncio em lembrança ao escritor brasileiro. Em 2014, Zuenir foi eleito para a Academia Brasileira de Letras (ABL), onde ocupou a cadeira nº 32, anteriormente pertencente ao escritor Ariano Suassuna.

Nascido em Além Paraíba, Minas Gerais, na década de 1930, construiu uma carreira de mais de seis décadas, com passagens por importantes veículos de comunicação, como Correio da Manhã, O Cruzeiro, Veja, IstoÉ, Jornal do Brasil e O Globo. Ao longo da trajetória, também atuou como professor universitário e recebeu importantes reconhecimentos pelo trabalho como escritor.

Entre suas obras mais conhecidas estão “1968: o Ano Que não Terminou”, sobre a geração que viveu as tensões políticas e culturais daquele ano, “Cidade Partida”, escrito depois de meses de convivência e apuração em Vigário Geral, e “Chico Mendes: Crime e Castigo”, resultado de seu trabalho sobre o assassinato do seringueiro e ambientalista Chico Mendes. Seus livros combinaram investigação jornalística, memória e narrativa para contar acontecimentos por meio das pessoas que os viveram.

Texto: Buanna Rosa e Petra Sobral

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