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A professora de Educação Física e de Dança, Simone Gomes. Foto/Divulgação

A Escola Municipal Noel Rosa, no Grajaú, Tijuca, Rio, na proximidade das comunidades do Morro dos Macacos e do Morro São João, vive experiências didáticas, que estão conquistando as crianças e mostram como é possível transformar uma aula  em movimento vivo através da cultura, de nossa ancestralidade e usando elementos simples e descartáveis do dia-a-dia, com tubos de papel, caixas, etc.


A professora de Educação Física e de Dança, Simone Gomes, ao ser perguntada sobre seu trabalho de transformar uma aula de Educação Física, numa perfomace artística , que envolve o meio ambiente, a cultura e o corpo, ela explica que é algo que vai sendo construído de forma entrelaçada de acordo com cada turma e com o espaço disponível.   
O último trabalho na Escola,  ela apresentou para as crianças a cultura indígena, tendo   como base a Educação Física e a Arte, mostrando a dança, os jogos e os gestos dos indígenas.

Simone acredita e ressalta  que o mundo está precisando de pessoas ativas, atuantes, sensíveis  e que valorizem a natureza e a diversidade. A escola, em qualquer nível, pode ajudar nesta construção, destaca. Além disso, reforça, o corpo, a natureza e arte fazem parte de minha constituição histórica , e sempre acabo juntando estes aspectos

Para Simone Gomes, as escolas tem que trabalhar o conhecimento e a valorização dos povos indígenas como parte das diretrizes educacionais federais. Na Educação Física, jogos e brincadeiras indígenas são parteas do currículo. Mas para contextualizar o trabalho, converso com a turma sobre diferentes aspectos das culturas indgenas: a relação com o planeta, com a natureza, com os animais, os deuses, a alimentação, as músicas, as danças, as lutas, o grafismo nas pinturas, os jogos e brincadeiras”, afirma.
De acordo com Simone,  através das vivências e das novas referências culturais, vamos colaborando para a formação de pessoas mais sensíveis, críticas e que valorizem as diferentes formas de vida. 

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