Foto/Divulgação: Allef Viana - pexels
Ainda é comum que o termo “favela” seja associado a estereótipos ligados à violência e à criminalidade. Porém, essa visão não retrata a realidade completa desses territórios. Em São Gonçalo, diversas comunidades desenvolvem projetos sociais que promovem inclusão, educação, cultura e oportunidades para moradores de diferentes faixas etárias, contribuindo para a transformação social e o fortalecimento comunitário.
No Complexo do Salgueiro, o projeto Mulheres do Salgueiro foi criado em 1999 por Janete Guilherme, com o objetivo de capacitar mulheres da comunidade que trabalhavam no antigo lixão. A iniciativa transformou essas mulheres em artesãs, utilizando materiais como couro de tilápia, jeans e recicláveis para produzir bolsas, chaveiros, pulseiras e bordados.
Durante a pandemia de Covid-19, o projeto também ajudou moradores da região com doações e distribuição de alimentos para famílias em situação de vulnerabilidade.
“Falar do projeto é falar um pouco da minha própria história. Durante a minha segunda gravidez, vivi os percalços de ser uma mãe solo, assim como muitas mulheres no nosso país. Em determinado momento dessa trajetória, conversando com outras mulheres do Salgueiro, pensamos em criar uma ação coletiva que pudesse potencializar e qualificar essas mulheres, para que elas tivessem a oportunidade de trabalhar e, ao mesmo tempo, estar próximas dos seus filhos”, disse Janete.
Outro projeto social que acontece nas periferias de São Gonçalo é o projeto social Maria Vaz criado em 2018 por Neemias dos Santos Mendes. O projeto localizado no Jardim Catarina atende moradores de diferentes idades, principalmente crianças e adolescentes, em comunidades da região. A iniciativa oferece aulas de inglês, reforço escolar, escola de futebol, ballet, jiu-jitsu e alfabetização para adultos.
Com essas iniciativas a cidade de São Gonçalo evolui e ajuda a desconstruir o conceito pejorativo criado em cima das favelas e mostra que é possível levar esperança, oportunidades e novas perspectivas para moradores dessas comunidades, fortalecendo a inclusão social e mostrando a importância da atuação comunitária na transformação desses territórios.
