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Especialista explica por que o consumo frequente pode comprometer recuperação muscular, sono e evolução física
Treinar com regularidade, ajustar a alimentação e respeitar o descanso são pilares para quem busca melhorar o condicionamento físico. Mas um hábito comum fora da academia pode interferir diretamente na evolução: a ingestão de bebida alcoólica. Estudos científicos já mostram esse efeito, de acordo com a pesquisa publicada em 2014 na Public Library of Science ONE (PLOS ONE), observou que o consumo de álcool após a atividade física reduz as taxas de síntese de proteína muscular, processo essencial para a reparação e o ganho de massa magra, mesmo quando há ingestão de proteína. Outra revisão, de 2019, indicou que o impacto negativo da bebida na recuperação depende da dose e do momento do uso após o exercício.
Segundo Anderson Téu, educador físico e personal trainer da Academia Gaviões 24h, rede pioneira no modelo de funcionamento 24 horas no mercado fitness, o efeito vai além das calorias. “Sim, o álcool pode atrapalhar os ganhos do treino, principalmente quando o consumo é frequente ou acontece próximo às sessões de exercício. Muita gente pensa apenas no valor calórico, mas o consumo alcoólico influencia a reconstrução muscular, a hidratação, a qualidade do descanso e a disposição para os treinos seguintes”, explica.
A seguir, o profissional detalha como esses efeitos acontecem na prática e o que merece mais atenção na rotina de quem treina, confira:
- Recuperação muscular pode ficar comprometida
O educador físico destaca que o momento da ingestão faz diferença. “O período logo após a prática de exercícios é quando o organismo está mais ativo na regeneração das fibras musculares. Beber nesse intervalo pode comprometer a eficiência dessa reconstrução”, afirma. Por isso, o profissional orienta que, depois de treinos mais intensos, a prioridade seja a reposição de líquidos e a ingestão de proteínas e carboidratos de qualidade, deixando o consumo de álcool para outro momento.
- Qualidade do descanso influencia diretamente os ganhos
O sono é outro ponto sensível. “Mesmo quando a pessoa dorme por várias horas, o período de sono após o consumo de bebida costuma ser menos reparador. O descanso regula hormônios ligados à recuperação e à adaptação muscular. Dormir mal afeta diretamente o desempenho e a evolução”, diz. Manter horários regulares de sono e evitar beber muito próximo da hora de dormir ajuda a reduzir esse efeito.
- Desidratação afeta a disposição no treino seguinte
A hidratação também pesa. A bebida alcoólica tem efeito diurético e favorece a perda de líquidos, o que pode aumentar a sensação de fadiga e prejudicar o rendimento. “Quando a pessoa bebe e não compensa com água, é comum sentir mais cansaço e queda de desempenho. Intercalar bebida com água e reforçar a hidratação no dia seguinte faz diferença”, orienta o educador físico.
- Frequência do consumo é o principal fator de impacto
Além da bebida em si, o cenário conta. “Muitas vezes o consumo vem acompanhado de noites mais curtas e escolhas alimentares diferentes, o que, ao longo do tempo, influencia a composição corporal”, comenta. Ainda assim, Anderson Téu reforça que não é preciso radicalizar. “Ingestões ocasionais, como uma ou duas vezes no mês, para quem mantém alimentação equilibrada e rotina de exercícios, tendem a não causar grandes mudanças. O problema maior é quando o álcool vira hábito frequente”, conclui.
Sobre Academia Gaviões
Pioneira no modelo de academias com funcionamento 24 horas, a rede atua no mercado fitness há 50 anos e está no franchising desde 2019. Atualmente, soma mais de 80 unidades em operação. O negócio oferece modelos para franqueado operador ou investidor, com opção de gestão especializada, além de unidades com mix de aulas, atendimento voltado a iniciantes e equipamentos modernos de musculação.
Fonte: Lyzie Vitorino
