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Foto: Divulgação

Por: Guilherme Pinheiro

A taça original da Copa do Mundo, aquele troféu dourado que simboliza o sonho de gerações de jogadores e torcedores, finalmente voltou a tocar solo brasileiro. É uma visita que chega em meio a uma campanha vibrante da Coca-Cola, reforçando uma parceria de décadas com a FIFA. Não se trata apenas de exibir o objeto sagrado do futebol, mas sim de oportunizar que os fãs se conectem de forma palpável com a história do esporte, especialmente agora, com a Copa de 2026 se aproximando no horizonte.

Tudo começou com a taça percorrendo o mundo, visitando 30 países-membros da FIFA antes de chegar no único penta campeão mundial. Essa jornada global serve como um aquecimento para o torneio, lembrando a todos da universalidade do futebol. No Brasil, a Coca-Cola assumiu o comando, transformando a passagem da taça em uma série de ativações que vão além do mero espetáculo. Eles distribuíram ingressos para eventos exclusivos, e aproveitaram para lançar latinhas colecionáveis que premiam os consumidores – algumas com valores de até 5 mil reais, outras que, ao serem abertas, ecoam um grito de “gol” como se estivessem no estádio. É uma forma inteligente de misturar marketing com a emoção genuína do jogo, tornando a marca parte da narrativa cotidiana dos brasileiros.
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Os eventos nas capitais foram o ponto alto dessa iniciativa. Em São Paulo, o ex-jogador Denílson, campeão mundial em 2002, foi o anfitrião. Ele não se contentou em apenas apresentar a taça e foi além, dando um beijo carinhoso nela, um gesto que capturou a essência da reverência que o troféu inspira. Foi como se estivesse revivendo memórias de glórias passadas, e o público adorou. Já no Rio de Janeiro, coube a Bebeto, outro herói da seleção de 1994, a honra de exibir o troféu. Ele aproveitou o momento para fazer uma “aposta” confiante no hexa, injetando um ar de otimismo natural do espírito carioca. Esses encontros não são só protocolares, pois eles humanizam a taça, transformando-a de um símbolo distante em algo acessível e quase familiar.
E o roteiro também segue com um capítulo político, passando pela capital federal do Brasil. Amanhã (26/02), às 15h, no Palácio do Planalto, o presidente Lula participará de uma cerimônia para apresentar a taça. É um evento que mistura diplomacia e paixão nacional, destacando como o futebol transcende campos e vestiários para entrar nas esferas do poder. Lula, conhecido por sua afinidade com o esporte, deve usar a ocasião para reforçar os laços do Brasil com a FIFA e, quem sabe, acender ainda mais a chama da torcida brasileira.
Depois do Brasil, a taça segue para os nossos hermanos do México, onde permanecerá até 22 de março. Essa parada final antes do torneio reflete a co-sediação da Copa de 2026, com jogos espalhados pela América do Norte. Para os torcedores daqui, essa visita é um lembrete oportuno de que o futebol não é só sobre vitórias ou derrotas, mas sobre as histórias que ele tece ao longo do caminho. Em um país onde o esporte é quase religião, ações como essa da Coca-Cola ajudam a manter viva a expectativa, mesmo que o hexa ainda seja uma promessa no ar.

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