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Motofog. Fotos/Divulgação: Ascom

Motofogs percorrem a cidade no trabalho de pulverização de inseticida

Dias quentes e abafados com pancadas de chuva no fim da tarde. Esta é a combinação perfeita para a reprodução do mosquito Aedes aegypti – transmissor da dengue, zika e chikungunya. Por este motivo, a Vigilância em Saúde Ambiental da Secretaria de Saúde e Defesa Civil da Prefeitura de São Gonçalo intensifica o trabalho de pulverização de inseticida pelas motofogs neste período do ano. 

O serviço usa produtos por termonebulização controlada por injeção eletrônica (dispersão do produto em forma de fumaça, alcançando áreas de difícil acesso e potencializando a eliminação do mosquito adulto). As doses soltas pelas motofogs são precisas, têm química limpa – chamada de verde – que não poluem o ambiente e o inseticida é autorizado pelo Ministério da Saúde. 

Motofogs. Fotos/Divulgação: Ascom

Outro detalhe observado para o serviço é o local por onde as motofogs passam. Os bairros com maior incidência das doenças – que são controladas pelo Departamento de Vigilância Epidemiológica – são priorizados. No entanto, todas as localidades da cidade recebem o serviço. Com essa ferramenta de gestão, que cria um mapa de calor de contaminados, os produtos não são emitidos aleatoriamente. Ele vai em cada foco. Tudo controlado através de GPS, em tempo real, pela Secretaria. 

A tecnologia identifica a que velocidade a moto está circulando, o exato momento em que o produto começa a ser liberado e a quantidade que é aplicada durante a operação, que acontece todos os dias da semana durante todo o ano – exceto nos finais de semana, feriados, pontos facultativos e dias chuvosos.

“A pulverização é uma ação complementar e não substitui as medidas preventivas que devem ser realizadas pelos moradores. Todos têm a sua importância no combate ao mosquito. A eliminação de criadouros e dos focos de água parada continuam sendo a principal forma de eliminação do Aedes. Por isso, a população é orientada a manter caixas d’água bem vedadas, descartar corretamente recipientes que possam acumular água e permitir a entrada dos agentes de endemias nas residências para inspeção e orientação”, explicou o diretor da Vigilância em Saúde Ambiental, Marcelo Lima.

Para ajudar a ação das equipes e manter a casa longe dos vetores, é importante limpar calhas e ralos, tapar caixas d’água, colocar garrafas e recipientes com a boca para baixo, preencher os pratos de vasos de plantas com areia, manter lonas de materiais de construção e piscina sempre esticadas, guardar pneus velhos, manter toneis e latões fechados. Vale lembrar que qualquer gota d’água pode se tornar criadouro do mosquito.

Casos – A Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil de São Gonçalo informa que São Gonçalo contabilizou 27 notificações de casos de dengue, neste ano, até o último dia 31 de janeiro. Um já foi negativado por teste laboratorial.

A Vigilância Ambiental mantém o pronto-atendimento. Qualquer cidadão pode ligar para o setor e pedir uma visita nos casos de infestação de qualquer vetor. Os atendimentos são feitos, em média, em uma semana. Nesses casos, os agentes averiguam a denúncia e realizam a ação necessária para acabar com os vetores. As denúncias podem ser feitas pelo telefone da Vigilância Ambiental (21) 99388-6484. 

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