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Foto: Divulgação

Especialista explica primeiros socorros, erros comuns e medidas simples que reduzem acidentes domésticos com obstrução das vias aéreas

 

Um simples momento durante a alimentação pode se transformar em uma emergência grave. O engasgo, caracterizado pela obstrução parcial ou total das vias aéreas por alimentos, líquidos ou objetos, é uma situação que exige reconhecimento rápido e intervenção imediata para evitar complicações severas, incluindo parada respiratória.

 

Segundo orientações de entidades de saúde e emergência, a obstrução completa impede a passagem de ar para os pulmões e pode levar à perda de consciência em poucos minutos. Crianças pequenas e pessoas idosas estão entre os grupos mais vulneráveis, seja pela imaturidade da deglutição, por alterações neurológicas ou por dificuldades motoras que aumentam o risco durante a alimentação.

De acordo com dados do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Pediatria, acidentes domésticos, incluindo engasgos, estão entre as principais causas de atendimentos de urgência em crianças. Entre idosos, a aspiração alimentar também pode gerar complicações respiratórias graves.

 

Como identificar um engasgo grave

 

“O engasgo acontece quando um corpo estranho, geralmente alimento, obstrui parcial ou totalmente a via aérea e prejudica a ventilação. É importante diferenciar os casos leves, em que a pessoa ainda consegue tossir e respirar, daqueles graves, quando há incapacidade de falar, tosse ineficaz e grande dificuldade respiratória. Nessas situações, a intervenção precisa ser imediata, pois a evolução para perda de consciência pode acontecer rapidamente”, explica o clínico geral da Hapvida, Rudy Bingana.

 

Entre os sinais de alerta que indicam necessidade de ação rápida estão:

  • Incapacidade de falar ou chorar (no caso de crianças)
  • Tosse fraca ou ausência de tosse
  • Dificuldade intensa para respirar
  • Lábios ou rosto arroxeados (cianose)
  • Agitação ou sinal de pânico
  • Mãos levadas ao pescoço (sinal universal do engasgo)

Primeiros socorros: o que fazer e o que evitar

 

“Nos primeiros momentos, a conduta correta faz toda a diferença. Se a tosse for eficaz, o ideal é incentivar a pessoa a continuar tossindo, sem oferecer água ou comida. Já em casos graves, a recomendação é iniciar manobras de desobstrução, como tapas nas costas e compressões adequadas para cada faixa etária. Um erro comum é bater nas costas com a pessoa inclinada para trás ou realizar manobras sem necessidade, o que pode piorar a obstrução”, orienta o especialista.

 

Confira as orientações principais:

 

Se o engasgo for leve:

  • Incentivar a tosse
  • Observar a evolução dos sintomas
  • Evitar oferecer líquidos ou alimentos

 

Se o engasgo for grave (adultos e crianças maiores de 1 ano):

  • Realizar tapas firmes nas costas com a pessoa inclinada para frente
  • Caso não resolva, aplicar compressões abdominais (manobra de Heimlich)
  • Acionar o serviço de emergência se não houver melhora rápida ou se a vítima perder a consciência

 

Erros comuns que devem ser evitados:

  • Oferecer água “para ajudar a descer”
  • Fazer manobras sem necessidade
  • Introduzir o dedo na boca sem visualizar o objeto

 

Prevenção: hábitos simples que reduzem riscos

 

Alguns alimentos apresentam maior risco, especialmente para crianças pequenas, como salsichas em rodelas, uvas inteiras, balas duras, castanhas e pedaços duros de alimentos. Objetos pequenos e peças de brinquedos também estão frequentemente associados a episódios de engasgo.

 

“Bebês, pessoas idosas e/ou com doenças neurológicas têm maior risco devido a alterações na deglutição e nos reflexos de proteção das vias aéreas. A prevenção passa por hábitos simples, como cortar alimentos em pedaços menores, mastigar bem, evitar distrações durante as refeições e supervisionar crianças. Mesmo após a recuperação, é importante procurar avaliação médica se houver sintomas persistentes ou suspeita de aspiração”, acrescenta o médico.

 

Medidas preventivas incluem:

  • Comer devagar e mastigar bem
  • Evitar falar ou rir com alimentos na boca
  • Cortar alimentos em pedaços menores (especialmente para crianças)
  • Supervisionar refeições de crianças e pessoas idosas
  • Ajustar próteses dentárias e tratar dificuldades de deglutição
  • Buscar avaliação profissional em casos de engasgos recorrentes

 

Sobre a Hapvida

 

Com 80 anos de experiência, a Hapvida é hoje a maior empresa de saúde integrada da América Latina. A companhia, que possui mais de 73 mil colaboradores, atende 16 milhões de beneficiários de saúde e odontologia espalhados pelas cinco regiões do Brasil. 

 

Todo o aparato foi construído a partir de uma visão voltada ao cuidado de ponta a ponta, a partir de 86 hospitais, 78 prontos atendimentos, 363 clínicas médicas e 305 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial, além de unidades especificamente voltadas ao cuidado preventivo e crônico. Dessa combinação de negócios, apoiada em qualidade médica e inovação, resulta uma empresa com os melhores recursos humanos e tecnológicos para os seus clientes. 

Fonte: Cicero da Conceição Borges – GBR

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