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Letícia nunca tinha tocado guitarra até participar da equipe de robótica. Foto/Divulgação: Marcos Issa | Argosfoto

Mais de 80 jovens representam o Rio de Janeiro na competição, que reúne mais de 2 mil estudantes de escolas públicas e privadas de todo o país

 

Entre robôs feitos com peças de lego e outros capazes de alcançar um metro e meio de altura, o Torneio Nacional de Robótica conta também uma inovação da equipe da Escola Firjan SESI Friburgo, na Região Serrana do Rio: a máquina de porte industrial fabricada por eles é controlada a partir de uma guitarra gamer. A primeira fase da competição, que envolve mais de 2 mil estudantes de escolas públicas e privadas de todo o país, acontece até domingo (8/3) na Fundação Bienal, em São Paulo, e tem entrada franca.

 

Diante do tema da arqueologia desta edição – que remete ao resgate e à valorização do passado –, a equipe criou uma nova versão da participação da Tucanus no torneio de 2023, quando também usaram uma guitarra e venceram o prêmio de Imagem. “Eu nunca toquei guitarra, nem no modelo gamer, mas é bastante intuitivo. A partir de determinados ‘acordes’, o robô faz a coleta, articulação e lançamento de materiais”, explica a pilota e “guitarrista” Leticia da Cunha Gomes, 17 anos.

 

Aumento de mais de 80% de mulheres na robótica

Nos últimos quatro anos, o número de alunos das escolas Firjan SESI em aulas de robótica saltou de 1.032 para 1.736 (+68%), com um aumento especial de estudantes femininas: de 424 em 2022 para 798 (+88%). Hoje elas já correspondem a 46% dos integrantes de equipes de robótica. “Criamos um ambiente confortável, sob a perspectiva de uma escola inclusiva, de participação em atividades escolares. É uma cultura que vem sendo construída ao longo dos anos, e possibilita e estimula que todos e todas participem juntos das iniciativas empreendidas na rede Firjan SESI”, destacou o gerente de Educação Básica da Firjan SESI, Vinícius Mano.

 

Mais de 80 alunos representando o Rio

A Firjan SESI participa do torneio com 84 alunos entre nove e 19 anos das unidades de Barra Mansa, Resende, Barra do Piraí, no Sul Fluminense; São Gonçalo, na Região Metropolitana; e Rio de Janeiro, do bairro Jacarepaguá, além de Nova Friburgo. Os vencedores do torneio vão disputar o Mundial de Robótica em Houston, nos EUA, mas há ainda diversos troféus em categorias diversas que consideram a qualidade do trabalho apresentado, a cultura da robótica na comunidade, entre outras questões. No ano passado, por exemplo, o técnico Rômulo de Jesus Costa, da equipe de Friburgo, foi eleito o melhor técnico do Brasil.

 

A competição inclui a categoria FLL (FIRST Lego League Challenge), na qual alunos de 9 a 15 anos constroem robôs com peças Lego e criarem um projeto de inovação; FTC (FIRST Tech Challenge), composta por estudantes do Ensino Médio e robôs de porte semi-industrial; e FRC (FIRST Robotics Competition), com a missão de programar robôs de porte industrial, com até 55kg e mais de 1,5 metro de altura.

 

Para estarem entre os melhores do Brasil, os jovens da Firjan SESI disputaram com 61 equipes, num total de cerca de 500 estudantes de escolas públicas, privadas, ONGs e equipes de independentes de todo o Rio e de outros dois estados (Bahia e Espírito Santo). Serão classificados para o mundial nos Estados Unidos – que acontece entre 29 de abril e 2 de maio – três competidores da FLLC, cinco da FTC e quatro da FRC.

 

Fonte: Firjan 

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