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Alteração do sistema nervoso autônomo pode causar sintomas físicos intensos e ainda é pouco conhecida pela população

 O distúrbio neurovegetativo está relacionado ao funcionamento inadequado do sistema nervoso autônomo, também conhecido como sistema nervoso neurovegetativo. Esse sistema é responsável por regular funções que não controlamos de forma consciente, como os batimentos cardíacos, a pressão arterial, a respiração, a sudorese (suor excessivo), a digestão e a temperatura corporal. Quando entra em desequilíbrio, o organismo passa a responder de maneira exagerada a estímulos cotidianos, afetando diretamente a qualidade de vida.

De acordo com especialistas, o sistema nervoso autônomo é dividido em dois grandes ramos: o simpático, associado ao estado de alerta e às respostas ao estresse, e o parassimpático, que atua na recuperação, no relaxamento e na autorregulação do corpo. No distúrbio neurovegetativo, geralmente há a predominância do sistema simpático, fazendo com que o corpo permaneça em constante estado de vigilância, mesmo sem a presença de uma ameaça real. “O corpo passa a funcionar como se estivesse sempre em risco, com o sistema de alerta ativado de forma excessiva. O sintoma não é apenas físico ou psicológico.

“O corpo passa a funcionar como se estivesse sempre em risco, com o sistema de alerta ativado de forma excessiva. O sintoma não é apenas físico ou psicológico. O ser humano é integrado, e o corpo reage de forma concreta ao desequilíbrio emocional e ao estresse prolongado”, explica Vicente Melo, coordenador nacional de psicologia em telessaúde da Hapvida.

Esse desequilíbrio pode provocar, entre os sintomas mais comuns, palpitações, tontura, oscilações da pressão arterial, falta de ar, sudorese excessiva, alterações gastrointestinais, fadiga intensa, ansiedade elevada, sensação de perigo iminente, medo de morrer ou perder o controle, dificuldade de concentração, irritabilidade e sensação de irrealidade, segundo o especialista. “Muitos pacientes também desenvolvem uma hipervigilância corporal, interpretando sinais físicos comuns como indícios de doenças graves, especialmente cardíacas”, alerta.

Tratamento

Diversos fatores podem contribuir para o desenvolvimento do distúrbio neurovegetativo, como estresse crônico, infecções virais, doenças autoimunes, alterações hormonais, diabetes, uso de determinados medicamentos e experiências emocionais marcantes. Perfis mais ansiosos, perfeccionistas, pessoas com dificuldade de expressar emoções ou que convivem com traumas, luto, perdas e medo constante de adoecer tendem a ser mais suscetíveis.

O diagnóstico do distúrbio neurovegetativo é clínico e envolve, inicialmente, a exclusão de causas fisiológicas por meio de exames médicos. A análise da relação entre os sintomas e momentos de estresse, conflitos emocionais ou desafios cotidianos ajuda a diferenciar o que é predominantemente orgânico do que é emocional, sem que os sintomas sejam tratados como imaginários.

A psicoterapia é uma das abordagens mais eficazes no tratamento, auxiliando na reorganização do pensamento, na redução da hiperativação do sistema de alerta e na diminuição da recorrência das crises. Em alguns casos, o acompanhamento psiquiátrico também é indicado, sempre dentro de uma abordagem integrada e individualizada.

Sobre a Hapvida

Com 80 anos de experiência, a Hapvida é hoje a maior empresa de saúde integrada da América Latina. A companhia, que possui mais de 73 mil colaboradores, atende 16 milhões de beneficiários de saúde e odontologia espalhados pelas cinco regiões do Brasil. 

Todo o aparato foi construído a partir de uma visão voltada ao cuidado de ponta a ponta, a partir de 86 hospitais, 78 prontos atendimentos, 363 clínicas médicas e 305 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial, além de unidades especificamente voltadas ao cuidado preventivo e crônico. Dessa combinação de negócios, apoiada em qualidade médica e inovação, resulta uma empresa com os melhores recursos humanos e tecnológicos para os seus clientes.

Fonte: Cicero Borges

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