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Iniciativa do Instituto GAPOPS, em parceria com a Instituição Nossos Filhos, integra o Programa Manuel Querino e oferece formação prática em agricultura sustentável
Jovens e adultos neurodivergentes atendidos pela Instituição Nossos Filhos (IENF), na Parada 40, em São Gonçalo, estão participando de um curso de Horta Comunitária, promovido pelo Instituto GAPOPS em parceria com a instituição. A iniciativa integra o Programa Manuel Querino de Qualificação Social e Profissional, vinculado ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Com carga horária de 150 horas, a formação aborda técnicas de plantio, preparo do solo, compostagem, cultivo de hortaliças e aproveitamento de pequenos espaços. As atividades são adaptadas às necessidades dos participantes, priorizando oficinas práticas.
“Aqui a gente vai adequar todo o processo de teoria para a prática, fazendo essa transposição didática para o neurodivergente aprender a horta comunitária, aprender a plantar”, explicou André Correia, coordenador-geral do projeto.
As aulas são conduzidas pelo professor Luís Carlos Monteiro, especialista em Educação Especial e Libras, com uma turma de aproximadamente 15 a 20 participantes.
“O curso que nós vamos ministrar aqui é para alunos atípicos e nós vamos trabalhar com eles técnicas de horta, tanto de folhosas quanto de herbáceas para eles fazerem chá”, afirmou.
A iniciativa também mobiliza familiares. Leandra, mãe do aluno Felipe, acompanhou a atividade e pretende reproduzir o aprendizado em casa.
“Conhecimento é uma coisa que ninguém tira da gente. E aprender é sempre muito bem-vindo. Ainda mais plantar coisas que a gente pode comer”, destacou.
Norma Suli, mãe de Renan, também aprovou a proposta e ressaltou a possibilidade de cultivar alimentos mesmo em espaços reduzidos.
O diretor da IENF, Luís Carlos, que atua há cerca de 16 anos na instituição, acompanha a organização das inscrições, a frequência dos alunos e o suporte administrativo ao curso.
Além de incentivar a alimentação sustentável, a formação oferece conhecimentos que podem ser utilizados na produção doméstica e em pequenas iniciativas de geração de renda. Os participantes que cumprirem os requisitos, incluindo frequência mínima de 75%, poderão receber certificação profissional.
Fonte: Ascom/IENF

