Foto Divulgação: Ellan Lustosa / Seeduc - RJ
Colégio Estadual Edmundo Peralta Bernardes alcançou o 110º lugar, conquistando um dos melhores resultados da Região Centro-Sul Fluminense
Um salto de 440 posições no ranking estadual do Enem colocou o Colégio Estadual Edmundo Peralta Bernardes, de Paty do Alferes, entre os destaques da Região Centro-Sul Fluminense. A unidade passou da 550ª para a 110ª posição na avaliação de 2025, alcançando o melhor resultado entre as escolas do município, além de atingir 100% de participação no exame nacional. O desempenho é fruto de um trabalho contínuo de estudantes e profissionais da educação, aliado a iniciativas como o projeto ‘Edmundo no Enem’, criado para preparar os jovens para as provas.
Segundo o coordenador pedagógico Vanderson Silva, a iniciativa surgiu a partir da análise do desempenho dos estudantes e foi estruturada com identidade própria, incluindo simulados baseados nos diferentes aspectos da avaliação. As atividades vão além dos conteúdos disciplinares e também contemplam o preparo psicológico, emocional e motivacional dos jovens, contribuindo para uma formação mais completa e para o enfrentamento dos desafios do Enem.
— A gente trabalha para construir uma ação que produzirá frutos a longo prazo, levando esses estudantes para universidades. Abrir a visão deles para o mundo não tem preço — disse Vanderson.
Considerando as diferentes realidades dos alunos, a equipe pedagógica estruturou oito ações articuladas e complementares, voltadas para as três séries do Ensino Médio, com simulados, oficinas e rodas de conversa. A proposta busca fortalecer o desempenho acadêmico, o protagonismo juvenil, o acompanhamento individualizado e o engajamento, além de orientar os jovens para o futuro profissional.
— Essa ação nos fortalece. Todos no colégio nos incentivam bastante a querer sempre mais e a conquistar sempre nossos objetivos — disse Rebeca Silva Brum Rodrigues, de 17 anos, aluna da 3ª série do Ensino Médio.
A iniciativa envolve toda a comunidade escolar, com a participação da direção, coordenação pedagógica, orientação educacional e professores do Ensino Médio. Colaboradores externos, como ex-alunos, universitários e convidados, também atuam como fiscais e apoiadores nos simulados e nas demais atividades.
— Assim, conseguimos estudar melhor, ter mais clareza sobre os assuntos. Desde o meu primeiro ano aqui, nossos professores procuram trazer um repertório cultural variado, para que a gente fique sempre antenado. Tenho mais vontade de ler, de estudar e de praticar, principalmente a redação, e esse incentivo vem da equipe do Edmundo — contou a aluna Isabele Farelli, da 3ª série do Ensino Médio.
Nos simulados realizados, o colégio conseguiu reproduzir a dinâmica do Enem. Os jovens das três séries foram distribuídos nas salas por ordem alfabética e responderam a provas adequadas a cada etapa escolar, além de serem acompanhados por fiscais. Durante a aplicação oficial do exame, a equipe pedagógica também acompanha os alunos nos locais de prova, distribuindo kits com lanches e canetas para oferecer apoio e mais segurança.
— O projeto, assim como tudo na escola, foi fundamental para meu bom desempenho. Toda a preparação me deixou bem mais tranquila para a avaliação. Apesar de eu ser muito ansiosa, consegui um resultado maravilhoso. O Edmundo é diferente, mudou meu pensamento de vida e me fez acreditar cada vez mais no meu potencial — destacou Maria Laura de Abreu Goulart, aluna egressa da escola, que cursa Direito na UniVassouras.
O resultado histórico foi comemorado por toda a comunidade escolar. A unidade, uma das mais tradicionais de Paty do Alferes, também se destacou na redação, com média de 636,93 pontos. Para avançar ainda mais nos próximos anos, a equipe planeja ampliar as atividades, incluindo a participação dos alunos da 1ª série desde o primeiro semestre, com simulados adaptados, além da criação de uma premiação simbólica para incentivar o rendimento.
A diretora-geral da escola, Rosimere Lisboa, credita o resultado ao esforço de toda a equipe, especialmente do coordenador Vanderson. Segundo ela, o profissional poderá colaborar ainda mais com outras escolas a partir de 2027, quando passará a atuar como Agente de Acompanhamento da Gestão Escolar (AAGE).
— Sou filha de pais analfabetos, mas a educação mudou a minha realidade, e sei que ela pode transformar a vida dos nossos estudantes. Fui aluna deste colégio, como a maioria dos nossos professores. Temos histórias parecidas — afirmou a diretora.
