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Após as exibições, o público vai participar de um bate papo sobre o tema. Foto/Divulgação: Arquivo Secom

O mês de abril chega como um convite ao respeito e à valorização das raízes que formam a nossa história. Em Macaé, a programação do Cinema Comentado, promovido pela Secretaria Municipal de Cultura, abre espaço para esse encontro sensível com as culturas dos povos originários, um especial pelo Dia dos Povos Indígenas (19/04).

As exibições serão nos dias 07, 14 e 28 de deste mês, às 14h e às 19h, no Solar dos Mellos, na Rua Conde de Araruama, nº 248, Centro, no Centro.

A atividade promovida pela Secretaria Municipal de Cultura é gratuita, aberta ao público, e contará com a exibição de filmes, seguida de um bate-papo com os participantes. Além das exibições noturnas, serão oferecidas sessões no período da tarde (matinês), voltadas especialmente para crianças e jovens.

Segundo Waleska Freire, secretária de Cultura, os títulos foram selecionados com o objetivo de apresentar um panorama das questões, lutas e cosmovisões desses povos, promovendo reflexão e sensibilização do público.

 

“O cinema é uma poderosa ferramenta de expressão e conexão. Oferecer sessões gratuitas semanalmente no museu não apenas democratiza o acesso à cultura, mas também promove a reflexão, a empatia e o diálogo entre diferentes grupos. Essas exibições permitem que as pessoas vivenciem histórias diversas, ampliando horizontes e fortalecendo laços sociais. Além disso, o ambiente do museu enriquece a experiência, transformando cada sessão em um momento de aprendizado e apreciação artística”, observa Waleska.

Mais do que uma programação cultural, esta é uma oportunidade de escuta, aprendizado e conexão com saberes que seguem vivos, resistindo e ensinando novos caminhos para o o futuro.

 

“Vamos valorizar essa iniciativa que traz o cinema mais perto da gente”, ressalta a secretária.

Filmes selecionados:

Sessões das 14h – Matinês

Tainá: A Origem (2013 | 80 min)
Sinopse: A floresta amazônica é invadida por piratas da biodiversidade e a jovem índia Maya acaba tornando-se vítima dos bandidos, deixando órfã a bebê Tainá. A criança é abrigada entre as raízes de uma Grande Árvore e salva pelo velho e solitário pajé Tigê, que passa a cuidar dela e só a devolve para seu povo cinco anos depois, quando será escolhido o novo líder defensor da natureza. Por ser menina, Tainá é impedida de se apresentar, mas pela herança da mãe, a última das guerreiras, e com o apoio da esperta menina da cidade Laurinha e do índio nerd Gobi, a indiazinha resolve encarar os malfeitores, desvendando o mistério de sua própria origem.

Caminho dos Gigantes (2016 | 12 min)
Uma busca poética pela razão e o propósito da vida. Em uma floresta de árvores gigantes, Oquirá, uma menina indígena de seis anos, vai desafiar seu destino e entender o ciclo da vida. O filme explora as forças da natureza e a nossa conexão com a terra e seus elementos.

A Festa dos Encantados (2016 | 13 min)
Narra a saga de um índio Guajajara que, procurando pelo irmão perdido, encontrou um mundo subterrâneo habitado por seres encantados e ali permaneceu até aprender todos os rituais e cânticos de várias celebrações. Com saudade da família, voltou para seu povo e passou a contar sua história e a ensinar, na sua aldeia de origem, tudo o que havia aprendido com aqueles seres. Antes disso, de acordo com a lenda, os Guajajara não realizavam festas.

Osiba Kangamuke (2016 | 19 min)
As crianças da aldeia Aiha Kalapalo, do Parque Indígena do Alto Xingu (MT), são as protagonistas desse filme e nos mostram alguns aspectos de sua rotina, cultura e íntima relação com a natureza. Da escola, onde aprendem o português, até os rituais e a luta ikindene, os pequenos Kalapalo demonstram suas tradições com sutileza peculiar.

Sessões das 19h – Noturnas

A Queda do Céu (2024 | 108 min | Classificação: 12 anos)
Baseado nas palavras poderosas do xamã e líder Yanomami Davi Kopenawa, o documentário retrata a comunidade Watoriki durante o importante ritual funerário Reahu, um esforço coletivo para segurar o céu. O filme atua como uma contundente crítica xamânica àqueles que Davi Kopenawa chama de “o povo da mercadoria”, ao garimpo ilegal e à mistura mortal de epidemias trazidas pelos forasteiros, chamadas de xawara. Em primeiro plano, a beleza e a força geopolítica da cosmologia Yanomami e dos espíritos xapiri.

A Mãe de Todas as Lutas (2021 | 84 min); A Febre (2019 | 98 min)
Um documentário que recorre à memória para vislumbrar um futuro de mudanças sob a ótica feminina. O filme acompanha a trajetória de Shirley Krenak e Maria Zelzuita, mulheres que estão no front da luta pela terra no Brasil. O filme não pretende dar respostas, apenas deixar uma pergunta: “Que tipo de adubo você quer ser para a Mãe Terra?”, conforme questiona Shirley Krenak.

A Febre (2019 | 98 min)
Justino, um indígena Desana de 45 anos, trabalha como vigilante no porto de cargas de Manaus. Desde a morte de sua esposa, sua principal companhia é sua filha mais nova, com quem vive em uma casa modesta na periferia. Enquanto Vanessa se prepara para estudar Medicina em Brasília, Justino é tomado por uma febre misteriosa que o levará de volta à sua aldeia, de onde partiu vinte anos atrás.

 

Fonte: www.macae.rj.gov.br

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