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Foto: Divulgação

Doença silenciosa atinge cerca de 30% dos adultos no país e segue como um dos principais fatores de risco para infarto e AVC

 

A hipertensão arterial, popularmente conhecida como pressão alta, é uma das doenças crônicas mais comuns no Brasil — e também uma das mais negligenciadas. De acordo com dados do Ministério da Saúde e do sistema Vigitel, cerca de 30% dos adultos brasileiros convivem com a doença. Mesmo assim, uma parcela significativa dessas pessoas não tem diagnóstico.

O principal motivo está na própria natureza da enfermidade: a hipertensão é, na maioria dos casos, silenciosa. Ou seja, não apresenta sintomas evidentes nas fases iniciais. Quando sinais como dor de cabeça, tontura ou falta de ar aparecem, muitas vezes o quadro já evoluiu e pode estar associado a complicações mais graves.

Além disso, o acompanhamento de rotina ainda é falho. A recomendação médica é que todo adulto meça a pressão regularmente, mas grande parte da população só procura atendimento quando sente algum desconforto — o que não é comum nesse tipo de doença.

Segundo o cardiologista e docente do curso de Medicina da Afya Centro Universitário de Pato Branco, Dr. Marcos Antonio Vieira, a hipertensão é perigosa justamente porque não avisa. “O paciente pode passar anos com a pressão elevada sem perceber, e isso vai causando danos progressivos ao coração, ao cérebro e aos rins”, afirma o Dr. Marcos.

Números que preocupam

O avanço da hipertensão no país tem sido consistente nas últimas décadas. Dados oficiais mostram que a prevalência da doença entre adultos passou de 22,6% em 2006 para mais de 26% em 2021, com tendência de crescimento contínuo.

Além disso, a condição está diretamente ligada a complicações graves. Estima-se que cerca de 6% de todos os óbitos no país estejam associados à hipertensão, e a taxa de mortalidade chegou a 211,5 mortes por 100 mil habitantes em 2023.

A doença também representa um impacto significativo no sistema público de saúde, com centenas de milhares de atendimentos e internações todos os anos.

Sedentarismo entre jovens acende alerta precoce

Se antes a hipertensão era mais comum acima dos 30 anos, hoje o cenário começa a mudar. O estilo de vida contemporâneo — marcado por longos períodos em frente a telas, baixa atividade física e alimentação ultraprocessada — tem antecipado o surgimento da doença.

O próprio Ministério da Saúde aponta o sedentarismo, a obesidade e o consumo excessivo de sal como fatores diretamente associados ao aumento dos casos. O Dr. Marcos também alerta que a falta de atividade física já impacta gerações mais jovens.

“Estamos vendo pacientes cada vez mais jovens com pressão alta. O sedentarismo e a má alimentação criam um ambiente propício para o desenvolvimento precoce de doenças cardiovasculares”, explica o médico cardiologista e docente da Afya.

Esse cenário preocupa porque amplia o tempo de exposição aos riscos. Quanto mais cedo a hipertensão se desenvolve, maior a chance de complicações ao longo da vida, como infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência renal.

Doença comum, mas controlável

Apesar dos números elevados, a hipertensão pode ser prevenida e controlada. “Mudanças no estilo de vida são fundamentais: prática regular de exercícios, alimentação equilibrada, redução do consumo de sal, abandono do tabagismo e controle do peso”, enfatiza o Dr. Marcos.

O maior desafio, no entanto, continua sendo o diagnóstico precoce. Como a doença não costuma dar sinais, a orientação é clara: não esperar sintomas para procurar avaliação médica.

“Em um país onde milhões convivem com a pressão alta sem saber, a informação e a prevenção ainda são as principais armas contra uma doença que, embora silenciosa, pode ter consequências graves”, finaliza o cardiologista.

Sobre a Afya

A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior, 33 delas com cursos de Medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. São 3.753 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e 3.643 vagas de Medicina em operação, com mais de 24 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em: www.afya.com.br e ir.afya.com.br.

Fonte: Rodrigo Bortot

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