Abre marcha na RJ 104

Foto: Divulgação

Mobilização reuniu movimentos sociais, coletivos e instituições em defesa da saúde das mulheres e da retomada das obras da maternidade estadual paralisada há mais de 10 anos

 

O Movimento de Mulheres em São Gonçalo (MMSG) participou, na quinta-feira (28/5), da marcha contra a violência obstétrica realizada em São Gonçalo. O ato público reuniu movimentos sociais, instituições e coletivos em defesa da retomada das obras do Hospital da Mãe, no Colubandê, paralisadas há mais de uma década.

A mobilização aconteceu no Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher e no Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna. A caminhada saiu da Passarela do Coelho em direção ao prédio inacabado da maternidade estadual.

Crise na saúde materna no estado

De acordo com a vice-diretora do MMSG, Fátima Maria dos Santos, conhecida como Fátima Cidade, o ato teve como objetivo chamar atenção das autoridades para a crise na saúde materna no estado.

“Estamos reunidas hoje para chamar a atenção das autoridades, principalmente do governo do Estado, diante da gravidade da morte materna. As mulheres estão morrendo por falta de vagas e atendimento adequado”, afirmou.

“Cerca de 90% das morte são evitáveis”

A vice-diretora do MMSG e professora da Fiocruz, Rita de Cássia Vasconcelos da Costa, ressaltou que a maioria das mortes maternas poderia ser evitada.

“90% das mortes maternas são evitáveis. Estamos mobilizados para alertar que essa realidade pode mudar. Nenhuma mulher deveria morrer na hora do parto”, afirmou.

‘Retomada da obra é uma urgência’

A militante e ativista Janilce Magalhães classificou a retomada das obras como uma urgência para as mulheres do Leste Fluminense.

“Estamos aqui lutando pela conclusão desta obra como um grito de sobrevida para as mulheres da região”, afirmou.

A marcha reuniu representantes do Movimento de Mulheres em São Gonçalo, Fórum de Mulheres Negras do Estado do Rio de Janeiro, Fórum Popular de Mulheres de São Gonçalo e outras organizações da sociedade civil.

Desde 1989, em defesa dos Direitos Humanos

MMSG é uma entidade da sociedade civil, que atua sem fins lucrativos, fundada há 37 anos (1989), cuja missão é enfrentar todas as formas de preconceitos e discriminações de gênero, raça/etnia, orientação sexual, credo, classe social e aspectos geracionais. A instituição trabalha em defesa dos direitos de crianças, adolescentes, jovens, mulheres e idosas, em especial, àquelas que são vítimas de diversas formas de violências, seja no âmbito doméstico ou extrafamiliar, ou que estejam vivendo com HIV/AIDS.

A entidade conta com o apoio da Petrobras, que, atualmente, apoia o Projeto NEACA Tecendo Redes, com núcleos de atendimentos em São Gonçalo, Itaboraí e Duque de Caxias.

MMSG- Rua Rodrigues da Fonseca, 201 – Zé Garoto/(21) 2606-5003 /(21) 98464-2179Rodas


Fonte: Charles Rodrigues

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