Foto/Divulgação: Octacílio Barbosa
Mulheres com alta densidade mamária poderão ter direito a realizar exame de ressonância magnética, associado à mamografia, nas unidades públicas de saúde ou conveniadas ao Sistema Único de Saúde (SUS) do Estado. A medida está prevista no Projeto de Lei 3.700/24, que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, em segunda discussão, nesta terça-feira (17/03). A medida é de autoria original da deputada Carla Machado (PT), que abriu coautoria para as deputadas Célia Jordão (PL) e Lucinha. O texto seguirá para o Governo do Estado, que tem prazo de até 15 dias úteis para sancionar ou vetar.
O objetivo da proposta é ampliar as possibilidades de diagnóstico precoce do câncer de mama, especialmente nos casos em que a mamografia apresenta limitações para identificar tumores. De acordo com o texto, o exame poderá ser feito mediante avaliação e solicitação médica. O texto considera como densidade mamária elevada os casos classificados como tipo C, em que a composição mamária tem maior proporção de tecido fibroglandular do que tecido adiposo.
Com a possibilidade de realização da ressonância magnética associada à mamografia, a proposta busca ampliar a capacidade de detecção precoce do câncer de mama, contribuindo para diagnósticos mais precisos e para o fortalecimento das ações de prevenção e cuidado com a saúde da mulher. “Isso pode dificultar a visualização de tumores na mamografia e levar ao diagnóstico tardio da doença, reduzindo as chances de tratamento e cura, por isso a importância de ampliar esse atendimento”, disse a deputada.
