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Foto/Divulgação: Ascom

Segunda edição do evento Encontros Metropolitanos reuniu especialistas e gestores para discutir desafios comuns aos municípios da Região Metropolitana

O Governo do Estado do Rio de Janeiro, por meio do Instituto Rio Metrópole (IRM), promoveu, nesta quarta-feira (30/09), a segunda rodada do evento Encontros Metropolitanos, no auditório do Palácio Guanabara. Gestores públicos, especialistas e representantes de diferentes instituições discutiram estratégias para o saneamento, o enfrentamento dos impactos das mudanças climáticas e o fortalecimento da governança na Região Metropolitana do Rio.

O presidente do IRM, Roberto Lisandro Leão, destacou a importância de reunir diferentes setores em torno de questões que afetam de forma integrada os municípios.

— Esses encontros, o primeiro sobre mobilidade e moradia e agora sobre saneamento, são uma grande oportunidade para debatermos de forma adequada temas que são transversais e de interesse de todos os municípios. É a chance de transformarmos diferentes visões em propostas concretas – afirmou.

O primeiro painel discutiu o Plano de Metas do sistema de abastecimento de água e tratamento de esgoto na Região Metropolitana e seus impactos. Mediado pelo subsecretário-geral da Casa Civil, Sérgio Pimentel, o debate reuniu o presidente da Cedae, Rafael Rolim; a gerente executiva Jurídico-Regulatório da Iguá Saneamento, Carolina Peixoto; a diretora de Relações Institucionais da Águas do Rio, Tatiana Carius; o presidente da Rio+Saneamento, Bernardo Gonçalves; e Isaac Volschan, do CREA-RJ.

Durante o debate, Rafael Rolim ressaltou a importância da atuação conjunta entre os diferentes atores envolvidos no saneamento e na gestão metropolitana.

— O saneamento exige planejamento e atuação conjunta. Estados, municípios, empresas e instituições precisam trabalhar de forma integrada para avançar na universalização dos serviços e melhorar a qualidade de vida da população. Com o trabalho colaborativo de todos e uma governança pautada pela ética, correção e honestidade, o estado do Rio de Janeiro só tem a ganhar – afirmou o presidente da Cedae.

Na sequência, especialistas discutiram os impactos das mudanças climáticas na Região Metropolitana, com atenção para temas como resiliência, drenagem e gestão de resíduos. O painel reuniu representantes do CAU-RJ, da COPPE/UFRJ, da FGV/CERI e da Lavoro Solutions.

Governança metropolitana

Na parte da tarde, os debates focaram nos desafios políticos e jurídicos para a gestão metropolitana. O secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Rodrigo Mascarenhas, apresentou um histórico da construção do modelo de governança da Região Metropolitana e destacou a necessidade de integração entre o Estado e os municípios em questões que não podem ser enfrentadas de forma isolada.

— A Região Metropolitana só vai funcionar de fato se o Conselho se reunir com a presença de seu presidente e de seus integrantes, que são os prefeitos. Só assim vamos conseguir fortalecer essa governança e tratar de questões que ultrapassam os limites de cada município – afirmou o secretário.

Mascarenhas também destacou a importância de fortalecer o papel do IRM no planejamento e no suporte às decisões do Conselho Deliberativo. Entre as prioridades apontadas está a macrodrenagem da Região Metropolitana, especialmente na Baixada Fluminense. Durante o encontro, o secretário informou que pretende apresentar ao governador, nos próximos 30 dias, uma minuta de decreto relacionada à governança das ações de macrodrenagem.

O debate contou ainda com a participação do procurador do Estado Flávio Amaral e do ex-prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda.

As contribuições apresentadas durante os Encontros Metropolitanos serão reunidas em uma Carta de Recomendações, que fará parte da Agenda Metropolitana a ser entregue ao próximo governador do Estado.

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