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Gigantes do Museu recebe o ex-lateral esquerdo que conquistou três Cariocas com o manto rubro-negro e foi titular na Copa do Mundo de 66
A nostalgia vai tomar conta do Bigorrilho do Leblon no retorno do Gigantes do Museu. O homenageado deste sábado (22) será Paulo Henrique, campeão carioca pelo Flamengo em 63, 65 e 72. Realizado pelo Museu da Pelada, o evento é gratuito e começa às 11h.
Titular da seleção brasileira na Copa do Mundo de 66, o ex-lateral esquerdo construiu uma carreira consolidada no Flamengo, com quase 440 partidas. A paixão pelo rubro-negro é tão grande que, depois de pendurar as chuteiras, Paulo Henrique criou uma torcida organizada em Macaé, no interior do Rio de Janeiro, e frequentemente organizava caravanas de ônibus rumo ao Maracanã em dias de jogo.

Começo promissor virou realidade
A manchete do “Jornal dos Sports” no dia 14 de outubro de 63 mostrava que o novato estava pronto: “Garoto Paulinho parou Mané Garrincha”. Era o primeiro de muitos desafios que viriam – e seriam superados. Na Gávea, teve a missão de substituir Jordan, lateral com mais de 600 partidas pelo clube. Na seleção, por sua vez, entrou no lugar de ninguém menos que Nilton Santos.
“Joguei pelo Flamengo e disputei uma Copa, realizei meus sonhos. Fui capitão do Flamengo por mais de oito anos, virei ídolo… E pensar que tive apenas 15 minutos para jogar na peneira, eram mais de 200 crianças na Gávea. O Fleitas Solich, técnico do time principal, estava na arquibancada e pediu minha aprovação”, recorda o craque.
Criador do Museu da Pelada, que tem quase 2 mil entrevistas em seu site, Sergio Pugliese ressalta a importância dos eventos do Gigantes do Museu:
“São encontros democráticos que aproximam torcedores e personalidades que marcaram seu nome na história do futebol. Todos podem comparecer para uma resenha com seu ídolo, tirar uma foto… Paulo Henrique tem uma trajetória incrível pelo Flamengo, com a conquista de três Cariocas quando o campeonato parava o Brasil. É preciso reconhecer o que personagens como ele fizeram pelo esporte. A valorização da memória do futebol é a essência do Museu”.
