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Ao mesmo tempo que a IA abre margem para muitos novos usos no mercado musical, ela também causa muita polêmica, afirma o especialista em distribuição digital e CEO da LUJO NETWORK, Jeff Nuno
A Inteligência Artificial está revolucionando o mercado musical nos últimos anos, trazendo novas possibilidades para artistas, gravadoras e produtores, causando uma verdadeira revolução no setor.
Mas essa revolução também vem acompanhada de desafios e diversos protestos, principalmente quando se trata de direitos autorais e dos efeitos sobre os profissionais da música. Mais de 1.000 músicos, incluindo Annie Lennox e Kate Bush, lançaram um álbum silencioso para protestar contra mudanças na lei de direitos autorais no Reino Unido, que facilitariam o uso de obras protegidas por IA sem licença.
Criação musical em “linha de produção”
A IA evoluiu muito rápido e já é capaz de compor melodias, gerar letras e até mesmo simular timbres de artistas conhecidos, essa facilidade impulsionou a criação de conteúdo sonoro em um formato quase industrial, utilizando padrões de métricas e referências de músicas já existentes.
“Os artistas que ainda contratam produtores, vão ao estúdio gravar e escrevem suas próprias letras se sentem atingidos por essa falta de respaldo legal”, explica Jeff Nuno, especialista em distribuição digital e CEO da LUJO NETWORK.
A discussão sobre direitos autorais fica ainda maior quando a IA replica elementos característicos de um artista sem permissão. A tendência é que a Inteligência Artificial continue evoluindo e se tornando parte fundamental da indústria musical, mas para que seu uso seja benéfico para todos, é preciso que sejam criadas regulamentações claras sobre o tema.
“A tecnologia pode ser uma grande ferramenta de facilidade, mas é preciso ter um bom equilíbrio para garantir que a originalidade e a autoria sejam preservadas, algo complicado atualmente porque ainda há pouca ou nenhuma regulamentação sobre o assunto”, alerta Jeff Nuno.
IA como aliada do marketing musical
Apesar das polêmicas, a Inteligência Artificial também tem se mostrado uma grande aliada na estratégia de marketing e distribuição musical. Com o uso correto, ela ajuda artistas e gravadoras a entender melhor seu público, otimizar lançamentos e projetar resultados de forma mais assertiva.
“A IA acelera e aumenta a precisão dos processos, mas não faz tudo sozinha. Ainda é necessário o conhecimento de especialistas para que ela seja utilizada da melhor forma, para nós, a tecnologia é um meio, não um fim. Nosso foco sempre será humanizar o tratamento desse mercado, que está cada vez mais digital e rápido”, destaca Jeff Nuno.
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