Foto/Divulgação: Rodrigo Gorosito
O Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE/Uerj), em Vila Isabel, oferece tratamento para quem sofre de dores crônicas provocadas por cefaleia, fibromialgia, reumatismo, artrite reumatoide e problemas na coluna lombar, entre outras causas. Pacientes com dor associada à depressão também fazem parte do público-alvo e recebem tratamento multidisciplinar. O atendimento é realizado por especialistas do Centro Multidisciplinar da Dor da Uerj (Clínica da Dor), que disponibiliza 100 vagas mensais para pessoas encaminhadas pelas Clínicas da Família e postos de saúde por meio do Sistema Nacional de Regulação (SISREG) e do Sistema Estadual de Regulação (SER). Após a regulação, os pacientes são recebidos no ambulatório da Clínica da Dor, que adota um modelo multidisciplinar. Entre janeiro e junho deste ano, o setor do HUPE recebeu 390 pacientes com quadro de dor crônica para primeiro atendimento.
Segundo o médico Nivaldo Ribeiro Villela, professor associado de Neurocirurgia e Dor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e coordenador do setor, 18 profissionais atuam em conjunto: oito médicos especialistas em dor, duas psicólogas, um psiquiatra, uma enfermeira, dois técnicos de enfermagem, dois fisioterapeutas e dois educadores físicos. Ele explica que a dor crônica é caracterizada pela persistência da dor por mais de três meses, podendo ou não haver lesão identificada. Nesse caso, ela deixa de ser um sintoma e passa a ser considerada uma doença.
Outra etapa do tratamento consiste no autogerenciamento da dor, em que psicólogos, fisioterapeutas e educadores físicos orientam o paciente sobre como administrar seu quadro de dor.
A psicóloga Fernanda Pereira, professora da Faculdade de Medicina da Uerj, explica que as atividades ocorrem uma vez por semana e se estendem por sete semanas. São encontros de duas horas por cada sessão, sendo uma hora com a participação de uma psicóloga e outra hora destinada a exercícios com um educador físico e um fisioterapeuta.
A manicure Rosimere Rodrigues de Araújo convivia há mais de 20 anos com dores intensas provocadas pela fibromialgia, a ponto de precisar parar de trabalhar. A melhora veio após iniciar o acompanhamento no HUPE. O mesmo ocorreu com a cozinheira Cátia Cilene Brasil Braz, que, após duas quedas, passou a depender de analgésicos que já não faziam efeito. Há dois meses em tratamento, ela já sente as mudanças na recuperação da qualidade de vida.

