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Realizado pela Fiocruz e APEPI, Seminário Internacional sobre Cannabis Medicinal reúne especialistas no Museu do Amanhã
Em sua 4ª edição, o evento “Cannabis Medicinal: Um Olhar para o Futuro” debaterá saúde pública, direito ao tratamento, pesquisa e regulação nos dias 5 e 6 de dezembro
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Associação de Apoio à Pesquisa e Pacientes de Cannabis Medicinal (APEPI) promoverão, nos dias 5 e 6 de dezembro de 2026, a 4ª edição do Seminário Internacional “Cannabis Medicinal: Um Olhar para o Futuro”. O evento, que ocorrerá no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, reunirá lideranças de diversos setores, profissionais da saúde, pesquisadores e pacientes para discutir os rumos da cannabis no Brasil e o panorama das associações de acolhimento.
A programação de dois dias do seminário está estruturada em quatro eixos centrais de debate: saúde pública, acesso, pesquisa e regulação. Os painéis discutirão caminhos para a integração da terapia canábica no Sistema Único de Saúde (SUS), o papel das associações de pacientes no direito ao tratamento, os avanços da ciência brasileira e o aperfeiçoamento do marco regulatório no país. Com credenciamento a partir das 9h e conferências entre 10h e 18h, o encontro visa estimular o desenvolvimento social, científico e econômico em um espaço de diálogo aberto.
Dentre os palestrantes confirmados, destacam-se nomes e especialistas de referência em suas áreas, como o economista e ex-senador Eduardo Suplicy, a filósofa e psicanalista Viviane Mosé, o médico neurologista Eduardo Faveret e o médico oncologista Leandro Ramires. O seminário contará também com painéis ministrados pelos fundadores e diretores da APEPI, Margarete Brito e Marcos Langenbach, além de lideranças do movimento associativo e juristas. A programação inclui ainda atrações culturais, como a apresentação do Coral Uma Só Voz.
“Além de interessar a pacientes, familiares e profissionais da saúde, nosso evento representa principalmente a união das associações que plantam cannabis para fins medicinais no Brasil. A Anvisa se comprometeu a, em agosto, dar andamento na regulamentação das nossas associações, mas ainda não houve progresso. Portanto, o evento também tem um papel político de cobrança das autoridades para que regularizem essas entidades, além da divulgação da importância do nosso trabalho, porque há um benefício público direto nas nossas ações. Juntos, cuidamos de centenas de milhares de pessoas no país, desoneramos o SUS ao oferecer remédios gratuitamente e ao agilizar o tratamento de pacientes. Ainda assim, até hoje vivemos em um limbo jurídico por conta da inação dos órgãos públicos”, afirma Margarete Brito, diretora-fundadora da APEPI.
As atividades do encontro serão realizadas presencialmente no Museu do Amanhã, no Centro do Rio de Janeiro. Os ingressos e passaportes para o evento já estão disponíveis para aquisição do público por meio da plataforma Sympla.
Serviço
4ª edição do Seminário Internacional “Cannabis Medicinal: Um Olhar para o Futuro”
Local: Museu do Amanhã
Data: 5 e 6 de dezembro
Ingressos no Sympla
Site do evento: https://cannabisamanha.com.br
Sobre a APEPI
Fundada em 2014 por Margarete Brito e Marcos Langenbach, a APEPI (Associação de Apoio à Pesquisa e Pacientes de Cannabis Medicinal) é uma organização sem fins lucrativos pioneira no movimento canábico brasileiro. Com mais de 10 mil associados, a entidade abriga a maior fazenda de cannabis medicinal do país e realiza a produção 100% nacional de extratos e óleos medicinais com rigoroso controle de qualidade. Além do cultivo e da produção de medicamentos para os associados, a APEPI oferece acolhimento integral, orientação médica e jurídica, e atua ativamente no fomento à pesquisa científica e na defesa de políticas públicas de acesso à saúde.
Sobre a Fiocruz
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) é a maior instituição de pesquisa biomédica da América Latina, que também produz vacinas e medicamentos para abastecer o Sistema Único de Saúde (SUS). Vinculada ao Ministério da Saúde, foi criada em 1900 para fabricar inicialmente soros e vacinas contra a peste bubônica. Desde então, a Fiocruz tem tido uma intensa trajetória, que se confunde com o desenvolvimento da saúde pública no Brasil.
Fonte: Cecília Manzoni
