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Arte/Divulgação: Conexão Favela & Arte

Evento produzido por artistas periféricas acontece neste sábado (19) e reúne graffiti, música, audiovisual, artes visuais, oficinas e outras linguagens da cena independente
O festival Reúnydas realiza neste sábado (19), a partir das 9h, uma programação gratuita no espaço Conexão Favela e Arte, na Viradouro, em Niterói. Produzido por artistas periféricas, o evento reúne artistas, coletivos e iniciativas independentes de diferentes territórios e linguagens da cultura urbana.
A organização informa que o festival já conta com 150 artistas cadastrados em sua edição de 2026. A programação inclui atividades de graffiti, artes visuais, performance, audiovisual, desenho, música e oficinas, além de espaços voltados à troca entre artistas e ao público.
Arte/Divulgação: Conexão Favela & Arte
O Reúnydas é organizado pela SIGLA de Arte Urbana Feminina, Femme Adrenaline, coletivo formado atualmente por cinco artistas de Niterói, São Gonçalo, Maricá e Itaboraí. A primeira edição foi realizada em 2025, no Complexo de Favelas do Catarina, em São Gonçalo, reunindo nomes da cena urbana e atividades como graffiti, lambe-lambe, DJs e ações para crianças.
ARTE URBANA E MEMÓRIA
Entre as ações previstas para este ano está uma curadoria entre os artistas cadastrados, que selecionará dois participantes para apresentar trabalhos em uma exposição durante o festival.
A programação também contará com uma homenagem à artista visual, ilustradora e grafiteira são-gonçalense Amanda Freitas, conhecida como Cabocla, que morreu em 2023, aos 25 anos. A obra da artista será apresentada por Marcele, amiga de Amanda, como forma de preservar e apresentar parte de sua produção ao público.
A ocupação artística também será realizada por meio de intervenções de pintura. Segundo a organização, 135 litros de tinta serão distribuídos entre os participantes para a realização dos trabalhos ao longo do evento.
Entre as atividades estão ainda uma sessão de modelo vivo promovida pelo Desenho sem Vergonha, um espaço para troca de stickers organizado pelo Festival de Colantes, acompanhado de uma atividade infantil, e uma mostra de videoperformance do Ateliê das Monas, com curadoria de Mapô Apolônio e trabalhos de artistas de diferentes regiões do país.
PRODUÇÃO PERIFÉRICA
Uma das articuladoras do Reúnydas é Elisa do Talho, artista travesti, artista visual, arte-educadora e articuladora cultural de São Gonçalo. Sua produção reúne trabalhos com graffiti, lambe-lambe, picho, pintura e educação popular.
Para Elisa, o festival busca aproximar produções que surgem em diferentes territórios e criar novas possibilidades de conexão entre os artistas.
“A gente produz da favela para a favela, mas também quer criar espaços de encontro entre diferentes territórios. O Reúnydas nasce dessa vontade de reunir pessoas, linguagens e experiências que muitas vezes estão acontecendo ao mesmo tempo, mas em lugares diferentes. É sobre fortalecer a nossa própria cena e criar novas conexões através da arte.”
O evento integra a programação do Conexão Favela e Arte e tem expectativa de receber mais de 200 pessoas. A proposta, segundo a organização, é reunir produções artísticas independentes e ampliar a circulação de trabalhos desenvolvidos nas periferias de Niterói e da Região Metropolitana do Rio.
PROGRAMAÇÃO
9h — Café
10h30 — Recepção
12h — Almoço
14h — Oficina de Cerâmica com Desiré
15h — Festival de Colantes
16h — Desenho sem Vergonha | Modelo Vivo
17h — Mostra Mapô
18h — Exposição com curadoria de artistas do Reúnydas
20h15 — DJ Set Kora
SERVIÇO
Reúnydas — O Festival
Data: 19 de setembro de 2026
Horário: a partir das 9h
Local: Conexão Favela e Arte — Viradouro, Niterói
Entrada: gratuita
Expectativa de público: mais de 200 pessoas
Artistas cadastrados: 150

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