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Visita apresentou ferramentas de geoprocessamento aplicadas ao planejamento urbano, saúde, defesa civil, turismo e meio ambiente em Saquarema
Estudantes do curso de Geografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ, campus Maracanã, e uma comitiva da Prefeitura de Rio das Ostras, participaram na sexta-feira, 25 de setembro, de uma visita técnica à Secretaria Municipal de Urbanismo de Saquarema para conhecer melhor o GeoSaquá, portal de geoprocessamento que reúne informações territoriais e urbanísticas, incluindo dados relacionados ao Plano Diretor, legislação de zoneamento, regras de ocupação do solo, hidrografia, malha viária entre outras informações disponíveis para consulta pública da população.
A plataforma existe há dois anos e foi desenvolvida pela equipe técnica da Secretaria Municipal de Urbanismo, atuando em conjunto com outras secretarias de forma a mapear, monitorar e auxiliar a gestão pública municipal.
A atividade permitiu que os universitários, alunos da disciplina de geoprocessamento II, conhecessem, fora da sala de aula, como dados georreferenciados, mapas digitais, imagens aéreas e sistemas de informação geográfica podem ser utilizados para compreender o território e subsidiar políticas públicas. Durante o encontro, os estudantes conheceram as ferramentas utilizadas pelo município e acompanharam exemplos de aplicação do geoprocessamento.
“O GeoSaquá fez com que a Secretaria de Urbanismo pudesse atuar de forma multissetorial. Não estamos falando apenas das obras que acontecem na cidade, mas também de políticas públicas. Atuamos junto à Saúde, à Defesa Civil, ao Turismo e ao Meio Ambiente, utilizando o geoprocessamento para compreender melhor o território e tomar decisões mais assertivas”, explicou Rafael Trindade, Subsecretário de Urbanismo, durante a apresentação do portal.
Geoprocessamento aplicado à saúde
Um dos exemplos apresentados aos estudantes foi o uso das ferramentas do GeoSaquá no monitoramento de casos de dengue. De acordo com Trindade, os domicílios relacionados aos casos identificados são georreferenciados e inseridos em mapas atualizados quinzenalmente, permitindo acompanhar a distribuição territorial das ocorrências. A partir dessas informações, as equipes de Saúde da Família podem identificar regiões que demandam maior atenção e direcionar ações de prevenção e atendimento. O trabalho é desenvolvido em conjunto com os setores de arboviroses e epidemiologia.
A lógica também pode ser aplicada a outras situações de saúde pública. Durante a visita, os estudantes conheceram exemplos de como a espacialização dos dados pode revelar concentrações territoriais de determinadas ocorrências e ajudar o poder público a direcionar recursos e ações para áreas específicas.
Para os alunos, a experiência mostrou como conceitos estudados em laboratório podem ganhar uma dimensão concreta quando aplicados sobre um território real.
“Foi muito bacana porque o professor apresentou em sala de aula e no laboratório as ferramentas de geoprocessamento e, aqui em Saquarema, pudemos ver na prática como elas são utilizadas. Conhecemos o ArcGIS, o ArcGIS Online e as ferramentas utilizadas para mapear a cidade. Foi muito produtivo e importante para o nosso processo formativo”, relatou Gustavo Simão, que está no 9º período de Geografia. O universitário de 32 anos, também destacou a possibilidade de utilizar as informações produzidas pelo geoprocessamento para identificar áreas vulneráveis e contribuir para a formulação de políticas públicas.
Os estudantes também foram apresentados ao drone utilizado pelo município para o aerolevantamento de Saquarema. O equipamento possui tecnologia LiDAR, sistema que utiliza pulsos de laser para realizar o escaneamento da superfície terrestre.
“Diferentemente de um levantamento baseado apenas em fotografias, a tecnologia permite produzir uma nuvem de pontos, conjunto de dados tridimensionais que pode ser utilizado para analisar características do território e gerar representações em 3D. A tecnologia também possibilita análises que ultrapassam a visão horizontal do terreno, permitindo observar elementos como fachadas e estruturas construídas”, explicou Ivan Rollas, coordenador de Geoprocessamento da Secretaria de Urbanismo.
O novo equipamento possui maior capacidade operacional e autonomia de voo, permitindo cobrir áreas mais extensas e ampliar a capacidade do município de produzir dados para análise territorial.
Para o professor Alex Lemos, do curso de Geografia da UERJ, a visita representou uma oportunidade de aproximar os estudantes da aplicação profissional das geotecnologias: “Tivemos uma experiência muito importante com nossos alunos e me impressionou muito a infraestrutura que a Prefeitura de Saquarema oferece em relação à inteligência geográfica e também a excelência dos profissionais que trabalham aqui. Tenho certeza de que essa visita enriqueceu muito a experiência prática dos estudantes”, afirmou.
Além do trabalho na área da saúde, o GeoSaquá vem sendo utilizado em projetos desenvolvidos em parceria com diferentes setores da administração municipal. Na Defesa Civil, o geoprocessamento auxilia na categorização e espacialização de ocorrências. Na área de Turismo, está em desenvolvimento um painel voltado aos pontos turísticos do município. Já em Meio Ambiente, as ferramentas são utilizadas em projetos relacionados a trilhas e à demarcação de áreas ambientais.
Fonte: Chico Cereto

