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Mesmo entre pacientes diagnosticados com a doença, alterar a dosagem por conta própria também pode ser perigoso
A insulina é um medicamento essencial para milhões de brasileiros que convivem com o diabetes. Responsável por ajudar a glicose presente no sangue a entrar nas células e ser utilizada como fonte de energia, ela desempenha papel fundamental no controle da doença. Entretanto, quando utilizada sem indicação médica ou sem acompanhamento profissional, pode representar sérios riscos à saúde.
O tema voltou a ganhar destaque após casos recentes envolvendo atletas amadores e influenciadores ligados ao fisiculturismo que utilizavam insulina para potencializar o ganho de massa muscular. Segundo o endocrinologista da Hapvida, Rodrigo Souza, embora o hormônio possa favorecer a entrada de glicose e aminoácidos nas células musculares, o uso inadequado pode trazer consequências graves.
“A insulina é um dos hormônios mais perigosos quando utilizada sem necessidade médica. Ela pode facilitar a entrada de nutrientes nos músculos, mas também reduzir a glicose do sangue a níveis extremamente baixos, causando hipoglicemia, convulsões, coma e até morte”, alerta o especialista.
O médico explica que a principal função da insulina é retirar a glicose da corrente sanguínea e levá-la para dentro das células. Quando aplicada sem necessidade clínica ou em doses inadequadas, esse mecanismo pode fazer com que o cérebro fique sem combustível suficiente para funcionar corretamente, provocando sintomas que vão desde tremores e suor frio até perda de consciência.
Mesmo entre pacientes diagnosticados com a doença, alterar a dosagem por conta própria também pode se tornar perigoso. Doses acima do necessário podem levar à hipoglicemia, enquanto quantidades insuficientes podem provocar elevação excessiva da glicemia e aumentar o risco de complicações como a cetoacidose diabética, condição que ocorre quando o organismo não dispõe de insulina suficiente para utilizar a glicose como fonte de energia. “A insulina funciona como um medicamento de ajuste fino. Pequenas mudanças na dose podem provocar grandes impactos no organismo. Por isso, qualquer alteração deve ser feita com orientação médica e monitoramento adequado”, ressalta Souza.
Insulina não emagrece
Outro ponto que preocupa os especialistas é o uso da insulina como suposto recurso para emagrecimento. Apesar de informações equivocadas circularem nas redes sociais, o endocrinologista afirma que não existe respaldo científico para essa prática. Pelo contrário: além de aumentar o risco de hipoglicemia, a insulina favorece o armazenamento de energia e gordura, podendo contribuir para o ganho de peso.
Dietas restritivas também exigem atenção
A preocupação dos endocrinologistas não se limita ao uso inadequado da medicação. O aumento de dietas extremamente restritivas, que eliminam quase totalmente o açúcar e os carboidratos da alimentação, também acende um sinal de alerta.
Embora reduzir o consumo de açúcar e alimentos ultraprocessados seja uma recomendação amplamente aceita para a promoção da saúde, restrições severas sem acompanhamento profissional podem provocar sintomas como tontura, fraqueza, dores de cabeça, irritabilidade, dificuldade de concentração e queda do rendimento físico.
Em pessoas com diabetes que utilizam insulina ou determinados medicamentos, a redução brusca dos carboidratos pode aumentar significativamente o risco de hipoglicemia. À medida que a glicose continua caindo, ainda podem surgir confusão mental, dificuldade para falar, alterações de comportamento, visão embaçada e sonolência. Nos casos mais graves, o quadro pode evoluir para convulsões, perda de consciência e coma.
“O objetivo não deve ser simplesmente cortar carboidratos, mas escolher melhor suas fontes e adequar o consumo às necessidades de cada pessoa. Dietas muito restritivas podem gerar deficiência nutricional, perda de massa muscular e episódios de hipoglicemia”, explica o endocrinologista.
Principais sinais de hipoglicemia
- Tremores, suor frio, tontura, fome intensa, palpitações, confusão mental, visão embaçada, sonolência e, nos casos mais graves, convulsões e perda de consciência.
Para evitar complicações, a orientação é nunca utilizar insulina sem prescrição médica, não alterar doses por conta própria e buscar acompanhamento especializado antes de realizar mudanças significativas na alimentação. Segundo Rodrigo Souza, alimentação equilibrada, atividade física regular e acompanhamento profissional continuam sendo as formas mais seguras de manter o controle adequado da glicose e preservar a saúde.
Sobre a Hapvida
Com mais de 80 anos de experiência, a Hapvida é hoje a maior empresa de saúde integrada da América Latina. A companhia, que possui mais de 75 mil colaboradores, atende quase 16 milhões de beneficiários de saúde e odontologia espalhados pelas cinco regiões do Brasil.
Todo o aparato foi construído a partir de uma visão voltada ao cuidado de ponta a ponta, a partir de 84 hospitais, 75 prontos atendimentos, 367 clínicas médicas e 313 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial, além de unidades especificamente voltadas ao cuidado preventivo e crônico. Dessa combinação de negócios, apoiada em qualidade médica e inovação, resulta uma empresa com os melhores recursos humanos e tecnológicos para os seus clientes.
Fonte: Cicero Da Conceição Borges
