1 Rafael Ribeiro e Nelson Terme - CBF

Foto/Divulgação: Rafael Ribeiro e Nelson Terme / CBF

Por Guilherme Pinheiro

Durante a estreia contra Marrocos, os torcedores exigiram a entrada de Endrick. No entanto, ele permaneceu estático no banco de reservas. O jogador aprecia o clamor popular, mas foca no trabalho tático diário. Essa blindagem mental ficou bastante clara durante a última entrevista coletiva, onde o jovem talento fez questão de valorizar sua presença no grupo sem exigir nenhum tipo de privilégio:

“Estou muito agradecido de estar aqui, para mim já é uma vitória estar com esse grupo disputando uma Copa. Tem 26 jogadores que estão loucos para jogar e todos estão preparados. Também estou muito preparado.”

Qualquer atleta iniciante perderia o sono antes de uma decisão de Copa do Mundo. Mas esse definitivamente não parece ser o caso do nosso jovem protagonista. Questionado sobre a ansiedade, ele esbanjou naturalidade. Sem pestanejar diante dos microfones, o atacante revelou sua tática pessoal para afastar o nervosismo da véspera:

“Vou ficar muito tranquilo. Antes de dormir, o que eu faço de mais importante é a minha oração, conversar com Deus.”

Diante da enorme badalação da torcida, a comissão técnica desenhou um plano bem cauteloso. Ancelotti decidiu lançar o garoto de forma gradual no torneio. Por isso, os preparadores evitaram expor o jovem a cenários de pressão extrema logo de cara. Surpreendentemente, essa estratégia sofreu uma alteração contra o Japão. O treinador chamou o atacante logo no intervalo da partida contra o Japão, que terminou em vitória por 2 a 1. Dessa forma, o próprio jogador admitiu o susto com a oportunidade repentina de entrar em campo:

“Não esperava entrar até que, no intervalo, eles me chamaram e eu só sabia conversar com Deus pedindo calma porque é um estalo que teve na minha cabeça, estava no banco sem estar pensando em entrar porque estava torcendo, vibrando.”

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