Cristo Redentor

Foto: Divulgação

O ano de 2026 começa com um recado claro para as marcas: o Rio de Janeiro está em alta culturalmente, economicamente e simbolicamente. Mais do que um destino turístico, a cidade voltou a ocupar o centro das conversas globais e se consolida como referência de desejo, estilo e identidade. A avaliação é da In The House, empresa especialista em branding, que aponta o Rio como um norte estratégico para marcas que querem começar o ano bem posicionadas.

Segundo Tessa Restier, uma das fundadoras da In The House, o momento é resultado de uma convergência rara entre cultura popular, turismo, comportamento digital e visibilidade internacional.

“O Rio voltou a ser cool. Não apenas para turistas, mas como símbolo cultural. Ele aparece de forma orgânica nas redes, na moda, na música e no imaginário global. Para as marcas, isso é ouro”, afirma Tessa.

Quando o cotidiano vira tendência

Um dos sinais mais claros dessa virada é a forma como elementos do cotidiano carioca passaram a ser ressignificados. Vídeos que viralizaram nas redes mostraram turistas estrangeiros comprando camisetas que, para os cariocas, são apenas uniformes da rede municipal de ensino, pagando valores elevados por peças vistas como autênticas ou exóticas. O episódio, amplamente repercutido na internet e em reportagens, ilustra como o olhar externo transforma o comum em objeto de desejo, um fenômeno clássico de branding cultural.

“O que para quem vive aqui é rotina, para quem vê de fora é identidade. As marcas cariocas que souberem colocar seu DNA em seus produtos e serviços vão surfar muito bem nessa fase”, explica Tessa.

Celebridades, redes sociais e validação global

A presença constante de artistas internacionais no Rio não é novidade, mas a forma como eles têm se envolvido com a cultura carioca, isso sim, é inédita. Nomes como Rosalía e Dua Lipa transformaram a cidade em cenário e exaltaram publicamente a experiência carioca em redes sociais com milhões de seguidores. Esse tipo de validação espontânea gera um efeito cascata.

O Rio passa a ser associado a liberdade, verão, lifestyle e autenticidade — valores altamente valorizados pelas marcas.

Carnaval coloca o Rio novamente no centro do mundo

Outro fator decisivo para o início de 2026 é a proximidade do Carnaval. Em fevereiro, o Rio de Janeiro recebe o maior espetáculo da Terra, evento que tradicionalmente transforma a cidade no centro das atenções mundiais. Com transmissão global, presença massiva de turistas e intensa repercussão digital, o Carnaval reforça o protagonismo do Rio como palco cultural, criativo e simbólico.

Números que confirmam a tendência

Os dados acompanham o discurso. O turismo brasileiro deve movimentar 64 bilhões de reais nesta temporada, o maior valor da história, impulsionado pelo aumento do emprego e do crédito. O Rio de Janeiro, por sua vez, entrou para o Guinness Book como o maior Réveillon do mundo, em Copacabana, atingindo ocupação hoteleira próxima de 100 por cento e reforçando seu impacto econômico e simbólico para 2026.

Oportunidade para quem pensa marca como cultura

Para a In The House, o maior erro das marcas neste momento é tratar o Rio apenas como cenário publicitário. A recomendação é ir além da estética e compreender o contexto cultural, social e comportamental que a cidade representa.

“Não é sobre estampar o Cristo ou a praia. É sobre entender o DNA da cultura e imprimir isso na ponta. O Rio hoje traduz desejo, mistura, improviso criativo e potência cultural. Quem souber trabalhar isso com verdade começa 2026 na frente. Um grande exemplo disso é o hype internacional da Sol de Janeiro, que empacotou o espírito carioca em seus produtos mesmo sem ser uma empresa brasileira. Imagina o repertório que os empresários brasileiros têm em mãos”, conclui Tessa Restier.

Em um mundo cada vez mais guiado por narrativas e símbolos, o Rio de Janeiro deixa de ser apenas cartão-postal e se firma como plataforma estratégica de branding. Para as marcas, o recado é claro: o ano virou, o Carnaval vem aí e o Rio virou tendência para quem souber aproveitar.


Fonte: Fábio Torres

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