A sick elderly staying at a hospital

Rio de Janeiro possui a segunda população mais envelhecida do Brasil com 19,1% dos moradores com mais de 60 anos. Foto: Divulgação

Estado tem a segunda população mais envelhecida do Brasil, segundo o IBGE; maioria dos acidentes pode ser evitada com adaptações simples dentro de casa

 

O envelhecimento da população fluminense traz um desafio cada vez maior para a saúde: prevenir as quedas entre pessoas idosas. Dados da Hapvida em todas as unidades do estado mostram que 66% dos atendimentos por quedas ocorreram entre pessoas acima de 65 anos. Entre janeiro e junho deste ano, a operadora registrou 195 atendimentos relacionados a quedas nessa população, uma redução de 6,7% em comparação com o mesmo período de 2025.
 

Os números acompanham a realidade demográfica do estado. Segundo o Censo Demográfico mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Rio de Janeiro possui a segunda população mais envelhecida do Brasil: 19,1% dos moradores têm 60 anos ou mais, enquanto 13,1% já ultrapassaram os 65 anos.

Mas apesar da redução de casos de queda apontada pelo levantamento da Hapvida, os cuidados precisam ser constantes. Segundo a gerontóloga da Hapvida, Munique Lopes Bacanieski, as quedas representam um dos principais desafios para a saúde da população idosa pelas consequências que podem trazer à qualidade de vida.
 

“As quedas são consideradas um problema de saúde pública, pois estão relacionadas a elevadas taxas de morbidade, mortalidade e perda de autonomia. À medida que a população envelhece, cresce também a importância de identificar e reduzir os fatores de risco, muitos deles evitáveis”, afirma.
 

A especialista explica ainda que esses fatores podem ser divididos em dois grupos. Os intrínsecos estão relacionados ao próprio processo de envelhecimento, como perda de massa muscular, alterações da marcha, redução do equilíbrio, doenças crônicas, diminuição da velocidade de reação dos músculos e uso de medicamentos que podem provocar tonturas ou hipotensão. Já os extrínsecos envolvem riscos presentes no ambiente, como pisos escorregadios, tapetes soltos, iluminação inadequada, ausência de barras de apoio, móveis instáveis e objetos espalhados pelo caminho.
 

“Além dos fatores relacionados ao envelhecimento, o ambiente exerce um papel decisivo. Estima-se que entre 30% e 50% das quedas tenham relação com fatores ambientais, como calçadas irregulares, degraus sem sinalização e residências que não foram adaptadas para a pessoa idosa”, destaca.
 

Embora muitos acidentes ocorram dentro de casa, uma boa parcela pode ser evitada com mudanças simples na rotina e no ambiente. Segundo Munique, acidentes são comuns quando a pessoa idosa sobe em cadeiras para alcançar objetos, circula sobre pisos molhados, convive com tapetes soltos, fios espalhados ou precisa acessar armários muito altos. Animais de estimação também podem representar um risco quando cruzam o caminho do sexagenário inesperadamente.
 

Além da adaptação do ambiente, é importante observar sinais que indicam maior vulnerabilidade às quedas. Após uma queda, mesmo quando aparentemente não há ferimentos graves, é importante procurar avaliação médica caso a pessoa apresente perda de consciência, sonolência, confusão mental, vômitos, dor de cabeça intensa, perda de memória ou qualquer alteração neurológica.
 

Atividade física ajuda a prevenir quedas

A prática regular de exercícios também é considerada uma das principais estratégias para reduzir o risco de acidentes. “O fortalecimento muscular por meio da musculação, aliado a exercícios de equilíbrio e coordenação motora acompanhados por um fisioterapeuta ou educador físico, contribui diretamente para um envelhecimento mais ativo e saudável”, explica Munique.
 

Para a especialista, preservar a autonomia passa por um conjunto de cuidados. “Adaptar a residência, estimular a independência da pessoa idosa, incentivar um estilo de vida ativo, alimentação equilibrada, hidratação adequada e acompanhamento médico regular são medidas que reduzem significativamente o risco de quedas e contribuem para um envelhecimento com mais qualidade de vida.”
 

Como reduzir o risco de quedas dentro de casa

  • Retirar tapetes soltos ou utilizar fitas antiderrapantes.
  • Instalar barras de apoio no banheiro e no box.
  • Manter corredores, quartos e banheiros bem iluminados, preferencialmente com sensores de presença durante a noite.
  • Organizar fios elétricos, móveis e objetos fora das áreas de circulação.
  • Utilizar calçados fechados com sola antiderrapante.
  • Ajustar a altura da cama para facilitar o sentar e levantar.
  • Manter objetos de uso frequente ao alcance das mãos.
  • Evitar subir em cadeiras ou bancos para alcançar objetos.
  • Praticar atividade física regularmente para fortalecer músculos, equilíbrio e coordenação.

Sobre a Hapvida
 

Com mais de 80 anos de experiência, a Hapvida é hoje a maior empresa de saúde integrada da América Latina. A companhia, que possui mais de 75 mil colaboradores, atende quase 16 milhões de beneficiários de saúde e odontologia espalhados pelas cinco regiões do Brasil.
 

Todo o aparato foi construído a partir de uma visão voltada ao cuidado de ponta a ponta, a partir de 84 hospitais, 75 prontos atendimentos, 367 clínicas médicas e 313 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial, além de unidades especificamente voltadas ao cuidado preventivo e crônico. Dessa combinação de negócios, apoiada em qualidade médica e inovação, resulta uma empresa com os melhores recursos humanos e tecnológicos para os seus clientes.

Fonte: Cicero Da Conceição Borges

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