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Especialista explica o que observar na hora de presentear e por que brinquedos simples, na maioria das vezes, são as melhores escolhas
Com tantas opções nas lojas e nas telas, escolher um brinquedo para uma criança pode parecer uma tarefa simples, mas nem sempre é. Entre personagens, jogos eletrônicos, brinquedos com muitas funções e lançamentos que prometem estimular diferentes capacidades, os pais podem ficar em dúvida sobre o que realmente vale a pena levar para casa.
Para Fabiana Falcone, diretora de Operações Pedagógicas do Fadelito, mais importante do que procurar o brinquedo “perfeito” é observar se ele combina com a idade da criança e se permite que ela participe ativamente da brincadeira.
“Um bom brinquedo é aquele que convida a criança a explorar, imaginar, criar e fazer escolhas. Não precisa ter muitas funções ou ser sofisticado. Muitas vezes, quanto mais possibilidades ele oferece para a criança inventar suas próprias formas de brincar, mais rico pode ser esse momento”, explica.
1. Observe a idade, mas também os interesses da criança
A indicação de faixa etária é um primeiro ponto a ser considerado, principalmente por questões de segurança e adequação ao estágio de desenvolvimento. Mas ela não deve ser o único critério.
Os interesses da própria criança também ajudam a orientar a escolha. Uma que gosta de construir pode se interessar por blocos e peças de encaixe. Outra que inventa histórias pode aproveitar mais bonecos, fantasias ou objetos para brincadeiras de faz de conta.
“Quando o brinquedo conversa com aquilo que desperta a curiosidade da criança, é mais fácil que ela se envolva e permaneça na brincadeira. O interesse é um importante ponto de partida”, afirma Fabiana.
2. Prefira brinquedos que deixem espaço para a imaginação
Brinquedos que já fazem praticamente tudo sozinhos podem chamar a atenção, mas não necessariamente são os que oferecem mais possibilidades de criação.
Blocos de montar, massinha, fantasias, bonecos, peças de encaixe, jogos de construção e materiais para desenhar, por exemplo, podem ser usados de diferentes maneiras e ganhar novos significados conforme a imaginação da criança.
Uma caixa pode virar uma casa, um carro ou um barco. Um pedaço de tecido pode se transformar em uma capa ou em uma cabana. Esse tipo de brincadeira permite que a criança decida o que fazer e como fazer.
“Quando a criança precisa imaginar o que aquele objeto pode ser, ela também está exercitando a criatividade, a linguagem, a capacidade de resolver problemas e a autonomia”, explica a especialista.
3. Nem sempre o brinquedo mais caro é o melhor
Preço e quantidade de recursos não determinam a qualidade de uma brincadeira. Um brinquedo simples pode permanecer interessante por muito tempo justamente porque permite diferentes usos.
Por isso, antes de comprar, vale perguntar: a criança poderá criar alguma coisa com esse brinquedo? Poderá inventar histórias? Fazer escolhas? Mudar a forma de brincar?
A resposta pode ser mais importante do que a quantidade de luzes, sons ou funções disponíveis.
4. Pense em brinquedos que permitam brincar junto
O brincar também é uma oportunidade de interação. Jogos de tabuleiro, cartas, peças de construção e brincadeiras de faz de conta podem aproximar crianças e adultos e criar situações de conversa, negociação e troca.
“Não significa que o adulto precise conduzir todas as brincadeiras. A criança também precisa ter momentos de brincadeira livre. Mas existem brinquedos que favorecem a interação e podem criar oportunidades importantes para conversar, esperar a vez, combinar regras e lidar com pequenas frustrações”, diz Fabiana.
Para os pais, uma boa pergunta antes da compra pode ser: ‘esse brinquedo convida a criança a brincar sozinha, com outras crianças ou também comigo?’
5. Não esqueça dos brinquedos que envolvem movimento
Nem toda brincadeira precisa acontecer sentada. Bolas, bicicletas, triciclos, brinquedos de montar, materiais para brincar ao ar livre e outros objetos que convidam a correr, pular, equilibrar-se ou dançar também podem fazer parte das escolhas.
Além de contribuir para a coordenação motora, o movimento oferece à criança a oportunidade de conhecer melhor o próprio corpo e experimentar diferentes desafios.
“Na primeira infância, movimentar-se, explorar espaços e experimentar diferentes possibilidades com o corpo também faz parte do processo de aprendizagem”, afirma Fabiana.
E se a criança já tiver muitos brinquedos?
Nesse caso, talvez o melhor presente não seja necessariamente outro brinquedo.
Os pais podem observar o que já existe em casa e perceber quais tipos de brincadeira despertam mais interesse. Também é possível variar os materiais disponíveis, guardar alguns brinquedos por um período e depois apresentá-los ou oferecer objetos simples que possam ganhar novas funções.
O mais importante, segundo Fabiana, é não transformar o brinquedo em mais uma atividade que a criança precisa cumprir.
“O brinquedo é um convite para brincar. Quem dá sentido a ele é a própria criança. Por isso, mais importante do que oferecer muitos brinquedos é garantir tempo, espaço e liberdade para que ela possa explorar, criar e descobrir suas próprias formas de brincar.”
Sobre o Fadelito: Fundado há 27 anos, o Fadelito é uma das principais redes especializadas exclusivamente em Educação Infantil do país. Com 36 unidades em São Paulo, a rede já contribuiu para a formação de mais de 35 mil crianças e conta atualmente com cerca de 1.600 colaboradores.
Atendendo crianças de 4 meses a 5 anos e 11 meses, o Fadelito possui metodologia socioafetiva própria, desenvolvida por um comitê pedagógico multidisciplinar, que une acolhimento, cuidado e aprendizagem. Entre seus diferenciais está o Baby Learning, programa exclusivo voltado ao desenvolvimento motor e cognitivo dos bebês.
O Fadelito acredita que cuidar da primeira infância é contribuir para a formação de indivíduos mais preparados para a vida e para a construção de uma sociedade melhor. Afinal, é nos primeiros anos que se lançam as bases do desenvolvimento cognitivo, emocional e social — e do futuro que queremos construir.
Fonte: Key Press
