Trem Caro no videoclipe “Somos Vilões”. Foto/Divulgação: Gravadora 1Kilo
Artista da gravadora 1Kilo cresceu entre rodas de samba e o hip-hop dos anos 2000 e agora apresenta o single “Somos Vilões”
Foi no Porto da Pedra, em São Gonçalo, que Fernando Nascimento Gomes, o Trem Caro, começou a construir uma relação com a música muito antes de imaginar que ela poderia virar profissão. Filho de um pai que cantava e tocava, o gonçalense cresceu acompanhando rodas de samba e pagodes pela cidade, descobriu o hip-hop ainda na infância e, anos depois, transformou as próprias vivências em matéria-prima para suas composições.
Hoje, Trem Caro integra a nova geração da gravadora 1Kilo e apresenta “Somos Vilões”, single que chega às plataformas nesta quinta-feira, 24 de setembro. Com beat e produção de Zekk, a faixa aposta em um trap melódico para falar sobre amor, escolhas e mudança de vida, trazendo para a música situações que dialogam com realidades conhecidas de perto pelo artista.
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“Eu joguei algumas coisas que vivi, misturei com situações fictícias que faziam sentido para a história e nasceu ‘Somos Vilões’. A ideia foi pegar uma vibe que eu estava ouvindo lá fora e colocar um pique carioca em cima”, conta.
Uma história que começa em São Gonçalo
A ligação de Trem Caro com a música nasceu dentro de casa. Morador do Porto da Pedra, ele lembra que boa parte de sua infância foi acompanhando o pai em encontros embalados pelo samba e pelo pagode. Foi assim que nomes como Revelação, Exaltasamba, Belo e Alexandre Pires entraram cedo em seu repertório.
“Minha relação com a música começou muito novo. Eu frequentava rodas de samba e pagodes de barzinho com meu pai, que também tocava e cantava. De tanto ir, quando percebi já sabia cantar quase tudo daquela época”, relembra.
Pouco depois, os DVDs de artistas norte-americanos dos anos 2000 abriram outra porta. 50 Cent, Usher e Chris Brown estavam entre os nomes que despertaram sua curiosidade pelo hip-hop e ajudaram a ampliar as referências de um garoto que começava a descobrir diferentes possibilidades dentro da música. A mistura entre essas influências segue presente nos planos do gonçalense. Embora o rap seja hoje seu principal caminho, Trem Caro quer circular por outros gêneros ao longo da carreira.
“Quero viver literalmente da música, rodar o Brasil e conquistar as pessoas através do rap. Minha ambição é construir uma carreira longa, não ser um artista de um hit só. Também quero fazer feats com nomes do pagode, sertanejo, brega funk e outros ritmos. Não quero me prender a um gênero.”
De fã para integrante da gravadora 1Kilo
A entrada na gravadora 1Kilo, que tem sua base em Niterói, também ganhou um significado especial para Trem Caro. Ainda adolescente em São Gonçalo, ele acompanhou como fã o crescimento da gravadora, especialmente por meio das cyphers e dos acústicos que marcaram aquela fase do rap nacional. Depois de seis anos fazendo música, passou a fazer parte de uma história que antes acompanhava de fora.
“É difícil falar disso sem deixar a emoção entrar um pouco. Na minha adolescência aconteceu a ascensão da 1Kilo, eu era fã das cyphers e dos projetos, e hoje faço parte disso. Acho que a ficha ainda está caindo. Tenho seis anos de caminhada, mas sinto que minha carreira começou de verdade depois que assinei com a gravadora.”
Pela gravadora 1Kilo, Trem Caro já lançou faixas como “Primeira Vez”, sua estreia no projeto Studio Rec, “Intuição” e, recentemente, “Itacoatiara ou Ipanema”, parceria com Dayle. O artista também integra “Ouro do Bairro”, da Mixtape Vol. 4.
Entre a barbearia, os filhos e a música
A caminhada artística ainda divide espaço com outra profissão. Quando não está no estúdio, Trem Caro trabalha como barbeiro e aproveita o tempo livre ao lado da família. Pai, ele aponta os filhos como parte importante da motivação para continuar investindo no próprio sonho.
“Estou sempre trabalhando. Quando não é com música, é na barbearia. E, quando chego em casa, aproveito meu tempo com meus filhos. Eles são meu combustível para não desanimar e continuar focado.”
Fora dessa rotina, o gonçalense gosta de assumir outra função: comandar a churrasqueira. “Meu hobby é fazer churrasco. Gosto de ficar na churrasqueira”, revela.
Antes de apostar suas fichas na música, Trem Caro chegou até a experimentar outro sonho bastante carioca. Aos 11 ou 12 anos, fez um teste para jogar no Flamengo. A lembrança hoje rende risada: “Eu era horrível. Até hoje não sei o que aquele olheiro viu em mim”, brinca.
Se o futebol ficou pelo caminho, a vontade de fazer sua arte chegar cada vez mais longe ganhou força. Para ele, crescer profissionalmente sem perder a conexão com o lugar onde sua história começou faz parte dessa construção.
“A música, para mim, representa caminho. Ela pode mudar a vida do artista, mas também a de quem está ouvindo. Quando é sincera e profunda, pode chegar a uma pessoa que está perdida, sem rumo, e dar alguma direção. Hoje, para mim, música é caminho para tudo.”
Essa conexão com São Gonçalo também vai marcar um dos próximos passos de Trem Caro. No dia 15 de novembro, o artista se apresenta na quadra do Porto da Pedra, bairro onde nasceu e vive até hoje, durante a edição de dez anos do Baile das Patricinhas. Jogando em casa, ele será uma das atrações do evento, que também terá Poze do Rodo, Caio Luccas e Nosso Sentimento. Para o rapper, será a oportunidade de levar seu trabalho ao público justamente no território onde sua história começou.
“Somos Vilões” – Trem Caro
Ouça aqui (23/09, a partir das 00h): https://ada.lnk.to/SOMOSVILOES
Assista aqui (24/09, a partir das 19h): https://www.youtube.com/@
Acompanhe o artista:
Trem Caro: https://www.instagram.com/

SOBRE A GRAVADORA 1KILO
Com 10 anos de trajetória, a gravadora 1Kilo é uma das precursoras do rap acústico no Brasil e acumula números expressivos: mais de 2,3 bilhões de visualizações no YouTube, 6,7 milhões de inscritos no canal e cerca de 10 milhões de ouvintes mensais nas plataformas de música, com alcance em 178 países.
Com turnês pela Europa e por todo o Brasil, a 1Kilo também coleciona marcos no streaming. Foi apontada como o terceiro grupo mais ouvido pela Billboard em 2018 e o hit “Deixe-Me Ir” aparece no Top10 músicas mais escutadas da década no Brasil no Spotify (2014-2024). A faixa também se tornou o primeiro single de rap do país a receber a certificação Triplo Diamante.
Atualmente, a gravadora soma 30 certificações, entre Diamante, Platina e Ouro, e segue como referência para uma nova geração do rap brasileiro.
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Fonte: Luana Barreto
