Foto1

Foto/Divulgação

No último dia do mês (31 de março), a Clin fecha a programação dedicada às mulheres com a roda de conversa ‘Feminino na real’, com Julia Mutschler, terapeuta de mulheres. O bate-papo contou com a participação das espectadoras, que compartilharam experiências e superações.

Fabielle Guimarães, responsável pelo Serviço Social, destacou a importância do tema: “estamos muito felizes em receber a Júlia e fechar este ciclo da mulher com esta palestra, que é tão pertinente a todas. Esta é a quarta atividade do Mês da Mulher. Iniciamos no dia 12 com uma oficina de plantas medicinais, ministrada pelas funcionárias da Divisão de Educação Ambiental; na semana seguinte, tivemos uma roda de conversa sobre mulheres que protegem o impacto da infância na vida adulta, por Raquel Vivas; no último dia 25, foi a vez do Ciclo de Prevenção, com o médico Lívio Cavalcanti, sobre Climatério”.

Foto/Divulgação

Anna Velasco, Diretora de Administração e Recursos Humanos da Clin, deu as boas-vindas às colaboradoras e à palestrante: “as pessoas têm aqui, no serviço social, um campo de escuta muito legal. Nós sabemos o quanto as mulheres têm ainda que lutar. Ainda há o sentimento de limitação. Quero contribuir para fazer isso melhorar, trabalhando bastante a escuta. Que a nossa jornada seja sempre pautada pelo respeito e pelo reconhecimento. Sintam-se acolhidas e agraciadas por poderem viver este momento”, diz.

Foto/Divulgação

Júlia discorreu sobre o tema, falando também da ancestralidade e dos povos antigos. Abriu a conversa para escutar o que cada uma tinha a dizer de si sem julgamento. O que é ser mulher? Como as mulheres sentem o que é sucesso? Foram algumas das questões levantadas. A gari, Jorgina Ferreira, quis expor sua opinião: “quando chego em casa, depois de encarar um monte de desafio, penso que consegui. Depois de enfrentar ônibus lotado, Sol quente, um dia de trabalho, problemas com a gente mesma… Ainda chego em casa e preciso cozinhar e limpar. Depois, começa tudo novamente. Somos guerreiras, vitoriosas. Precisamos ter coragem e determinação. Somos mulheres, mães, avós, esposa”.

A cultura da rivalidade feminina, a importância de conhecer a sua história e validá-la, o pertencimento, o poder de transformação da mulher, a síndrome do impostor foram outros pontos levantados. “esse encontro foi para falar sobre ser mulher na atualidade, a partir de um olhar da síndrome da impostora, com uma reflexão individual sobre cada uma se sente em relação às suas conquistas, à sua vida, ao seu modo de pensar e de ser, que são questões muito importantes para que a gente se reconheça para além dos papéis, além das expectativas e o que o outro espera de nós. Foi uma conversa bastante proveitosa, onde elas trocaram, colocaram seu ponto de vista de forma diferente. Algumas falaram mais, trazendo percepções individuais, que foram acolhidas por todas. Percebemos um cuidado umas com as outras, a necessidade de se respeitar, de se fortalecer e de potencializar as relações femininas”, explicou.

Bianca Corrêa, gari da Clin há três anos, participou da roda e enalteceu a iniciativa: “achei muito importante, muito valioso terminar o mês com esta palestra. Trouxe para nós a nossa importância. A Companhia está numa crescente fundamental de valorização do ser humano no contexto geral. Isso é muito bom. Melhora a gente no dia a dia até para atender o cidadão que a gente serve”.

Para encerrar a atividade, aconteceu uma dinâmica, com uma música relaxante, onde memórias da infância vieram à tona até os dias atuais, proporcionando uma maior segurança em uma viagem ao mundo interno. “Puderam sair daquele lugar da guerreira que vai para a luta, tiveram um espaço para o relaxamento, se reconhecendo dentro das suas conquistas. Fizemos, então, esta vivência, que foi um processo de meditação ativa. Elas foram bem abertas à proposta e relataram que se sentiram muito bem. Só tenho a agradecer. Foi muito positiva a experiência. Sinto-me honrada por participar deste movimento junto com a Clin”, finalizou Julia Mutschler.

Fonte: Bárbara Chataignier

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *