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Foto/Divulgação: Joilson Marconne/CBF

Por Yuri Griem

Dirigentes discutem período de transição para contratos de patrocínio e alternativas financeiras para reduzir impacto da medida

Clubes brasileiros passaram a discutir a possibilidade de paralisar o Campeonato Brasileiro como forma de pressionar o Governo Federal após a proibição das casas de apostas no país. A articulação ganhou força na segunda-feira (28), em meio às preocupações com a perda de receitas de patrocínio. 

A principal reivindicação dos dirigentes é a criação de um período de transição para o encerramento dos contratos com as empresas de apostas. A proposta discutida prevê a manutenção das parcerias por seis meses a um ano, permitindo que as equipes busquem novos patrocinadores e reorganizem seus orçamentos.

Outra demanda envolve uma linha de crédito com condições favoráveis para os clubes. A alternativa já vinha sendo discutida com o governo antes da medida e voltou ao centro das negociações diante da perspectiva de redução das receitas.

A movimentação também teve reflexos em uma reunião que seria realizada nesta terça-feira (29), em Brasília, entre representantes do governo e dirigentes. O encontro acabou adiado após clubes articularem o esvaziamento da agenda. Apesar disso, as negociações sobre alternativas financeiras não foram encerradas.

O movimento também levou o Sindicato Nacional das Associações de Futebol Profissional (Sinafut) ao Supremo Tribunal Federal (STF). A entidade pediu para participar do processo que questiona a medida e solicitou a suspensão da MP ou, alternativamente, a criação de uma transição de pelo menos seis meses.

A eventual paralisação do Brasileirão seria uma forma adicional de ampliar a pressão nas negociações, especialmente em um momento de calendário apertado no futebol brasileiro. Até o momento, porém, a interrupção da competição é tratada como possibilidade em discussão entre os dirigentes.

Além dos valores de patrocínios que ainda estavam previstos para 2026, os clubes avaliam os efeitos sobre o planejamento da próxima temporada. Algumas equipes já haviam incluído receitas provenientes das casas de apostas em seus orçamentos de 2027 e agora terão de buscar alternativas para substituir esses recursos.

A medida que motivou a reação dos clubes foi assinada pelo governo federal em 25 de setembro e determina a proibição da oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa no território nacional. 

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