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Trabalhadores destacam humanidade da iniciativa da SMAC, que oferece espaço com estrutura digna para os catadores de materiais recicláveis durante o carnaval
A Casa do Catador, no Centro do Rio, chega ao seu quinto dia de funcionamento nesta terça-feira de Carnaval, 17/02, reafirmando o seu compromisso de dar acolhimento aos catadores de recicláveis autônomos. O espaço é uma iniciativa social da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima (SMAC), que coloca no epicentro da política ambiental aqueles que mantêm a cidade mais limpa e sustentável durante e após a festa. A Casa do Catador oferece alimentação, espaço de descanso, estrutura de higiene, apoio psicossocial, distribuição de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), regularização documental, cadastramento em políticas públicas (como CadÚnico) e organização da cadeia da reciclagem com ponto estruturado de triagem e pesagem.
A Casa atende especialmente, trabalhadores e trabalhadoras em situação de vulnerabilidade social, informalidade ou situação de rua; garantindo, assim, condições dignas de trabalho e ampliando o acesso a direitos.
Catadores destacam humanidade e dignidade da iniciativa
Catador e representante do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) no Rio de Janeiro, Custodio da Silva Chaves, 66 anos, fala em dignidade para esses trabalhadores, destacando a importância da categoria na busca por uma cidade mais sustentável. “Temos catadores em situação de rua eisso aqui é o trabalho deles. Olha o resultado dessa semente que está sendo plantada aqui no Rio de Janeiro”, diz ele, apontando para materiais coletados nas ruas já separados no galpão da Casa do Catador.
Jorge Neves de Souza, da cooperativa Coopar e da Febracom (Federação de Cooperativas de Materiais Recicláveis, Recuperação, Conservação Ambiental, Tratamento, Manipulação e Disposição Final de Resíduos Sólidos do Estado do Rio de Janeiro) também enfatiza o acolhimento da Casa do Catador: “Essa porta aqui está verdadeiramente tendo resultado, ao acolher o catador avulso. Isso é inédito. A realidade do catador avulso, quando não havia esse projeto, era a de dormir na rua. Agora, ele pode dormir, tomar um banho. É humanidade”.
Ação socioambiental
A Secretária de Meio Ambiente e Clima, Tainá de Paula, destaca a existência de “uma política municipal de ação afirmativa do catador”. “Os grandes eventos não podem acontecer se não tiverem operação com o catador. A Casa do Catador é fundamental porque tem muito catador vulnerável que passa sete dias em situação de rua e aqui eles têm um lugar de abrigo seguro. É uma outra qualidade de vida para a entrada no mercado de trabalho formal. Catador é trabalhador”, afirma a secretária.
Em meio à alegria da festa, são os catadores que garantem que latas, garrafas e outros materiais retornem ao ciclo produtivo. A Casa do Catador reforça o reconhecimento desses trabalhadores como agentes ambientais essenciais, promovendo cidadania, autoestima e justiça social.
A realização é da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima (SMAC), com parceria da Caixa Econômica Federal e apoio do Governo do Brasil.
Fonte: Brigida/Ascom
