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Foto/Divulgação: Secretaria de Estado de Saúde – RJ

Treinamento orienta técnicos das vigilâncias municipais sobre coleta correta de amostras e faz parte do programa estadual de monitoramento de alimentos

 


Técnicos e coordenadores das vigilâncias sanitárias municipais de diferentes das nove regiões de saúde do estado participaram, nesta quarta-feira (18/3), do primeiro dia da capacitação para aprimorar o monitoramento da qualidade sanitária dos alimentos comercializados. Promovida pela Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ), a iniciativa, que acontece no Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels (Lacen-RJ), integra o Programa Estadual de Monitoramento da Qualidade Sanitária dos Alimentos, tendo como objetivo qualificar os profissionais responsáveis pela coleta de amostras que serão analisadas ao longo do ciclo de 2026.

No treinamento da Superintendência de Vigilância Sanitária (Suvisa)/SES-RJ, que também será oferecido nos dias 20 e 24 de março, são abordados aspectos técnicos e operacionais que orientam o trabalho das equipes no momento da fiscalização. A ideia é aprimorar os processos em estabelecimentos, como supermercados, casas de produtos naturais e farmácias.
“A qualificação permanente das equipes de vigilância sanitária é essencial para garantir que os alimentos comercializados no estado atendam aos padrões de qualidade e segurança. Ao fortalecer a atuação técnica dos municípios, conseguimos ampliar a capacidade de monitoramento e proteger a saúde da população”, destacou a superintendente de Vigilância Sanitária da SES-RJ, Helen Keller.
A padronização dos procedimentos em todo o território fluminense é um dos objetivos da ação, conforme explicou o coordenador de Vigilância e Fiscalização de Alimentos da SES-RJ, Werner Ewald. “Quando trabalhamos com vigilâncias municipais de diferentes realidades, é fundamental garantir que todos os profissionais sigam os mesmos protocolos técnicos. Essa capacitação ajuda a alinhar procedimentos, reduzir falhas e assegurar que as amostras coletadas representem corretamente os produtos pactuados”, disse.
Atualmente, 75 vigilâncias sanitárias municipais participam do programa estadual, o que representa cerca de 81,5% dos municípios do estado. A adesão crescente das cidades é um dos fatores que têm fortalecido o monitoramento sanitário dos alimentos no Rio de Janeiro. A etapa de coleta é fundamental para a qualidade de todo o processo de análise laboratorial, conforme destacou a diretora da Divisão de Alimentos da Superintendência de Vigilância Sanitária da SES-RJ, Alessandra Torres.
“A coleta é um dos pontos mais importantes do programa. Se ela não for feita corretamente, todo o processo pode ser comprometido. Por isso, orientamos desde a escolha das amostras, que precisam ser do mesmo lote e com as mesmas características, até o acondicionamento adequado, garantindo que produtos perecíveis mantenham a cadeia de frio até a chegada ao laboratório”, explicou.
Neste primeiro dia, a capacitação também orientou os profissionais sobre os procedimentos administrativos e sanitários que devem ser seguidos durante a fiscalização, incluindo a forma de abordagem nos estabelecimentos, o preenchimento correto da documentação e os cuidados necessários para garantir a integridade das amostras.
Outro tema abordado é a diferença entre os tipos de coleta fiscal. A diretora Alessandra Torres explicou que, em alguns casos, são recolhidas três amostras do mesmo produto. Uma delas destinada à contraprova, que permanece com o estabelecimento fiscalizado, enquanto as demais seguem para análise laboratorial.
“Após a coleta, as amostras são encaminhadas ao Lacen-RJ, onde passam por análises que podem identificar irregularidades sanitárias. Quando o resultado aponta não conformidades, as vigilâncias municipais são responsáveis por adotar as medidas cabíveis, que podem incluir notificação da empresa, autuação ou outras ações sanitárias”, exemplificou.
A capacitação faz parte da terceira edição do treinamento promovido pela SES-RJ, que já foi realizado nos anos de 2024 e 2025. Além das atividades realizadas no Lacen-RJ, há programação para fazer a ação de forma itinerante nas regiões do estado ao longo do ano.
“Indo nas regiões, vamos abordar especialmente os procedimentos que devem ser adotados após a emissão dos laudos laboratoriais. O objetivo é ampliar o suporte técnico às vigilâncias municipais e fortalecer a atuação integrada entre estado e municípios na fiscalização de alimentos, garantindo mais segurança sanitária para a população fluminense”, completou a superintendente.

Fonte: Secretaria de Estado de Saúde RJ

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