Foto/Divulgação: Imma Agência
Projeto de Niterói funde Jazz contemporâneo, música brasileira e sonoridades originárias em um espetáculo que combina improviso, ritualidade e experimentação sonora.
O projeto “Barata & Grupo Tupi Jaz” apresenta uma proposta musical que ultrapassa fronteiras estilísticas ao fundir o Jazz contemporâneo com referências da música dos povos originários do Brasil. A pesquisa resulta em arranjos que evocam atmosferas rituais, com camadas mântricas e improvisações que dialogam tanto com a tradição jazzística quanto com a herança cultural indígena.
O espetáculo combina composições autorais e versões transformadas de obras de Villa-Lobos, Dorival Caymmi, João Donato, Clara Nunes, Kamasi Washington, Marlui Miranda, Miles Davis, Herbie Hancock, entre outros.
Longe de reproduzir fórmulas, o grupo propõe uma leitura própria, que eles chamam de “Jazz Tupi” — uma alusão à antropofagia cultural brasileira, em que elementos estrangeiros são assimilados e recriados sob uma perspectiva local.
A apresentação é construída como uma jornada progressiva: do quarteto pleno a formações reduzidas, passando por solos e diálogos percussivos. Sons de rituais, narrações em língua tupi e ambientações sonoras ampliam a imersão, transportando o público por paisagens que remetem tanto à floresta quanto ao cosmopolitismo das grandes cidades.
BRUNO “BARATA” LOBÃO
Idealizador do projeto, o contrabaixista, arranjador e compositor Bruno “Barata” Lobão tem mais de duas décadas de atuação na cena musical. Após uma formação marcada pelo Jazz, expandiu sua pesquisa para além da tradição acadêmica, desenvolvendo técnicas próprias e uma linguagem singular para o contrabaixo — incluindo novas posturas de execução, intervalos não convencionais e o uso criativo de pedais de efeitos.
Em 2013 lançou o EP instrumental Selarón e, em 2024, o EP “1567”, obra conceitual que narra em forma sonora a participação do índio Arariboia na batalha da Baía da Guanabara. Atualmente radicado em Niterói (RJ), Barata lidera o Grupo Tupi Jaz e atua também como músico freelancer.
Fonte: Imma Agência
