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Gabriela Saes Obra de Karine de Souza, natural de Nova Iguaçu. Foto: Divulgação

Artistas de Nova Iguaçu, Rio e São Gonçalo participam de exposição do Instituto Artistas Latinas

Mostra “Tecendo histórias – arte têxtil latino-americana” apresenta a arte de mulheres que utilizam técnicas ancestrais de bordado, tecelagem e costura em diálogo com questões estéticas e conceituais contemporâneas.

Com participantes do Brasil, Argentina, Guatemala e Peru, coletiva reúne 11 artistas e dois coletivos até 14 de junho, no Sesc Tijuca, com entrada franca.

Artistas: Ana Tereza Barboza (Lima, Peru), Angelica Serech (San Juan Comalapa, Guatemala), Cláu Epiphanio (S. José dos Campos, SP), Claudia Lara (Curitiba, PR), iahra (S. Gonçalo, RJ), Karine de Souza (Nova Iguaçu, RJ), Laís Domingues (Recife, PE), Mayara (Rio de Janeiro, RJ), Mónica Millán (B. Aires, Argentina), Nádia Taquary (Salvador, BA), Rafa Bqueer (Belém, PA), além dos coletivos Mulheres Atingidas por Barragens (Brasil) e Serigrafistas Queer (B. Aires, Argentina).

 

Nova Iguaçu, Rio de Janeiro e São Gonçalo estão bem representados na mostra “Tecendo histórias – arte têxtil latino-americana”, promovida Instituto Artistas Latinas. Dedicado à pesquisa, formação de acervo e ações educativas em artes visuais com foco na produção feminina da região, o instituto apresenta uma seleção de obras de 11 artistas e dois coletivos da Argentina, Brasil, Guatemala e Peru. Em foco, estão obras que atualizam técnicas ancestrais em diálogo com questões estéticas e políticas contemporâneas. A curadoria é de Francela Carrera com co-curadoria de Ana Carla Soler e Carolina Rodrigues. Com entrada franca, a mostra vai de 14 de março a 14 de junho de 2026, na galeria do Sesc Tijuca, uma das maiores da Rede Sesc na região metropolitana do Rio.

Entre as participantes brasileiras, está Karine de Souza Silva, nascida e criada em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A partir da experiência de sua vivência como mulher negra periférica, sua poétiica atravessa narrativas marcadas pela violência colonial por meio de colagens, bordados e técnicas mistas. Outra representante do estado do Rio é Mayara Velozo, nascida e criada no Morro do Salgueiro, na Tijuca, que apresenta uma instalação feita de chita, em referência às fábricas do tecido que existiam na área. Iahra, natural de São Gonçalo, exibe uma série de obras que investigam relações entre forma, matéria e espaço com uma pesquisa baseada na observação do ambiente habitado utilizando tecido e outros elementos. Entre as brasileiras, estão também artistas de Belém do Pará, Curitiba, Recife, Salvador e São José dos Campos.

A arte têxtil vive hoje um momento de destaque nas artes visuais. “Antes considerada uma arte menor, agora ganha força não apenas pela dimensão estética, mas também pelo sentido político que incorporou”, afirma a curadora Francela Carrera (https://www.linkedin.com/in/francelacarrera/). “Por isso, quis reunir mulheres latino-americanas que, em suas pesquisas artísticas utilizam tecidos, fios, teares e bordados como meios de reflexão crítica também”, completa. “Em maior ou menor grau, todas as participantes mantêm vínculos com movimentos sociais e abordam, em seus trabalhos, diferentes pautas e debates contemporâneos. Além de uma exposição de arte, ‘Tecendo histórias’ é uma articulação de vozes, saberes e lutas”, diz Paulo Farias, diretor artístico do Instituto Artistas Latinas.

Com expografia de Gisele de Paula (https://www.linkedin.com/in/gisele-de-paula-21a05268/), arquiteta da 36ª. Bienal de São Paulo, a mostra é dividida em cinco núcleos curatoriais. No eixo “Mobilização social”, as obras aparecem como instrumentos de denúncia e engajamento coletivo. Estão lá trabalhos do Coletivo Nacional de Mulheres do Movimento dos Atingidos por Barragens e das Serigrafistas Queer. A seção “Uma Geografia Sensível” traz criações têxteis de Ana Teresa Barbosa, Angelica Serech, Claudia Lara e Mayara, com narrativas de território por meio de cartografias íntimas e reflexões sobre ancestralidade e pertencimento. O núcleo “Têxtil Expandido – Corpo, Imagem e Performance” reúne iahra e Rafa Bqueer, com trabalhos que atravessam performance e moda, explorando diferentes processos para investigar as relações entre corpo, forma, matéria, ancestralidade e identidade. O núcleo “Retratos: presença e matéria” apresenta obras figurativas e de autorrepresentação. Karine de Souza, Laís Domingues e Mónica Millán investigam identidade e memória por meio do bordado, da impressão com materiais naturais e outras técnicas. Em “Espiritual e Sagrado”, a curadoria exibe trabalhos em bordado de Cláu Epiphanio e Nádia Taquary, que articulam temas como ancestralidade afro-brasileira, sagrado feminino e memórias do corpo.

Criado em 2019, o Instituto Artistas Latinas atua para ampliar e consolidar o reconhecimento da produção de mulheres na arte contemporânea. “A exposição entrelaça memórias, territórios e histórias de resistência, reafirmando a potência da arte têxtil como linguagem contemporânea e como fio condutor de novas narrativas”, finaliza Paulo Farias, fundador e presidente da instituição (https://www.linkedin.com/in/paulo-farias/).

 

SOBRE O INSTITUTO ARTISTAS LATINAS – https://www.artistaslatinas.com.br/

Criado em 2019, o Instituto Artistas Latinas atua para ampliar e consolidar o reconhecimento da produção de mulheres na arte contemporânea. Por meio de uma plataforma digital, reúne e disponibiliza informações de centenas de artistas de diferentes países, estruturando um panorama da cena regional, favorecendo intercâmbios de pesquisa e impulsionando conexões e parcerias. As redes sociais do Instituto funcionam como espaços de difusão, promovendo a visibilidade dos trabalhos, projetando as pesquisas das artistas para além das fronteiras geográficas e institucionais. Esse conjunto de ações viabiliza a presença do Instituto em diferentes territórios, com impacto direto em 12 países, por meio de iniciativas presenciais e digitais. Além disso, o Instituto desenvolve e difunde conteúdos diversos que promovem o diálogo na arte contemporânea, desenvolvendo ações educativas e de formação livre, organizando projetos de exposições e institucionais, oferecendo consultoria para coleções públicas e particulares, participando de feiras de arte e facilitando cursos voltados ao protagonismo feminino. 

 

SERVIÇO

Exposição: Tecendo histórias – arte têxtil latino-americana
Local: Sesc Tijuca
Data: 14 de março a 14 de junho de 2026
Artistas: Ana Teresa Barboza, Angelica Serech, Cláu Epiphanio, Claudia Lara, iahra, Karine de Souza, Laís Domingues, Mayara, Mónica Millán, Nádia Taquary, Rafa Bqueer, além dos coletivos Mulheres Atingidas por Barragens e Serigrafistas Queer
Países envolvidos:  Brasil, Argentina, Guatemala e Peru
Curadoria: Francela Carrera, com co-curadoria de Ana Carla Soler e Carolina Rodrigues 
Endereço: R. Barão de Mesquita, 539 – Tijuca – Rio de Janeiro – RJ – CEP 20540-001
Realização: Instituto Artistas Latinas
Site: www.artistaslatinas.com.br
Instagram: @artistaslatinas

Fonte: Júnia Azevedo – Escrita Comunicação

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