fpDO453

Foto: Divulgação

Para especialista da Ensina Mais Turma da Mônica, elementos do universo infantil ajudam a criar vínculo com o conteúdo e tornam a aprendizagem mais próxima da realidade dos alunos

 

Brincar não é apenas uma forma de entretenimento na infância. Jogos, histórias, desafios e atividades lúdicas também podem contribuir para o desenvolvimento de habilidades cognitivas, sociais e emocionais. Além disso, quando associados a objetivos pedagógicos, podem aproximar as crianças dos conteúdos trabalhados dentro e fora de sala de aula. A familiaridade com personagens que já fazem parte do universo infantil é outro recurso que pode ajudar a despertar curiosidade e interesse pelo aprendizado.

 

Estudos na área da educação e do desenvolvimento infantil têm reforçado a importância de experiências nas quais a criança participa ativamente da construção do conhecimento. Em vez de apenas receber informações, ela é estimulada a experimentar, formular hipóteses, solucionar problemas e aprender a partir das próprias descobertas. Nesse contexto, o brincar pode ser utilizado como ferramenta para trabalhar competências como atenção, raciocínio, criatividade, comunicação e resolução de problemas.

 

Para Júlia Marcondes, coordenadora da Ensina Mais Turma da Mônica, rede de apoio escolar pertencente ao Grupo MoveEdu, a ludicidade pode ajudar a transformar a relação do pequeno com o estudo, principalmente quando os recursos utilizados já fazem parte de seu repertório. “Quando uma criança reconhece personagens, histórias e situações que já fazem parte do seu cotidiano, existe uma aproximação natural com aquela atividade. O papel da metodologia é transformar essa identificação em uma oportunidade de aprendizagem, conduzindo o interesse inicial para um conteúdo que tenha propósito pedagógico”, explica.

 

Personagens ajudam a criar conexão com o conteúdo

Presentes há décadas no imaginário infantil brasileiro, Mônica, Cebolinha, Magali, Cascão e os demais personagens criados por Mauricio de Sousa podem assumir outra função quando inseridos em atividades educacionais, a de atuar como elementos de conexão entre a criança e o conteúdo que está sendo trabalhado. Essa familiaridade tende a tornar a atividade menos abstrata. Um problema de Matemática, por exemplo, pode ser apresentado por meio de uma situação vivenciada pelos personagens. Já uma atividade de Língua Portuguesa pode partir de diálogos, histórias e acontecimentos para trabalhar leitura, interpretação, escrita e vocabulário.

 

“O personagem não substitui o professor, a metodologia ou o conteúdo. Ele é uma ferramenta de aproximação. Assim, é possível utilizar uma figura que desperta interesse na criança para apresentar um desafio, contar uma história ou contextualizar determinado conhecimento. Isso ajuda a mostrar que aprender também pode fazer parte de um universo que ela conhece e aprecia”, afirma Júlia.

 

Além disso, o uso de atividades lúdicas acompanha uma mudança na própria maneira de compreender a aprendizagem infantil. Jogos, brincadeiras e desafios permitem que a criança teste possibilidades, erre, refaça caminhos e procure novas soluções, assumindo uma posição mais ativa no processo. Para a coordenadora da rede, o erro, inclusive, pode ganhar outro significado quando aparece dentro de uma experiência lúdica. “Em um jogo ou desafio, tentar novamente faz parte da dinâmica. Quando levamos essa lógica para a educação, conseguimos trabalhar também persistência, resiliência, autonomia e confiança. O aluno começa a compreender que nem sempre encontrar a resposta de primeira é o mais importante; descobrir como chegar até ela também faz parte do aprendizado”, analisa.

 

A estratégia pode ser especialmente útil diante de conteúdos que inicialmente provocam resistência ou insegurança. Ao transformar exercícios em situações-problema, histórias, missões ou desafios, é possível apresentar o mesmo conhecimento por uma linguagem diferente, sem retirar sua complexidade ou objetivo pedagógico.

 

Outro componente dessa relação é a afetividade. Personagens conhecidos podem despertar memórias e sentimentos positivos construídos em momentos de leitura, brincadeiras, desenhos e convivência familiar. No caso da Turma da Mônica, há ainda um aspecto geracional. Criados a partir da década de 1960, os personagens atravessaram diferentes gerações e fazem parte do repertório de muitos pais e responsáveis que hoje acompanham crianças em idade escolar. Essa familiaridade pode contribuir para criar uma experiência compartilhada entre os adultos e os pequenos. “Quando pais e filhos reconhecem os mesmos personagens, abre-se também uma possibilidade de interação. A aprendizagem deixa de ficar restrita à atividade e pode continuar em uma conversa, em uma história ou em uma brincadeira dentro de casa”, destaca a especialista.

 

Apesar dos benefícios associados à ludicidade, é importante lembrar que apenas transformar uma atividade em jogo ou inserir personagens em um material não garante aprendizagem. O recurso precisa estar relacionado à idade da criança, às habilidades que se pretende desenvolver e ao conteúdo abordado. Na Ensina Mais Turma da Mônica, que atua com apoio escolar em Língua Portuguesa e Matemática, além de cursos livres como programação e robótica, os personagens são incorporados à metodologia como parte dessa estratégia de aproximação com o universo infantil.

 

“A diversão é um caminho, não o objetivo final. Por trás de uma atividade lúdica precisa existir uma intenção clara, que visa estimular determinado raciocínio, desenvolver uma habilidade ou consolidar um conhecimento. É essa combinação entre engajamento e propósito pedagógico que torna o recurso relevante para a educação. Quando conseguimos preservar a curiosidade natural da infância e transformá-la em vontade de descobrir, criamos condições mais favoráveis para aprender. Brincar e estudar não precisam estar em lados opostos. Com propósito e acompanhamento, a brincadeira pode ser justamente uma das portas de entrada para o conhecimento”, finaliza Júlia Marcondes.

 

Sobre a Ensina Mais Turma da Mônica

A Ensina Mais licenciada Turma da Mônica e faz parte do Grupo MoveEdu. A rede oferece programas educacionais e surgiu da necessidade de melhoria na educação de base das crianças e jovens no Brasil. A missão da Ensina Mais Turma da Mônica é fortalecer a construção da base educacional dos alunos de forma lúdica e inovadora, contribuindo para sua formação. Dessa forma, a marca adota uma metodologia exclusiva, utiliza recursos tecnológicos, promove aulas totalmente interativas, dinâmicas e altamente qualificadas, buscando o desenvolvimento das crianças em todos os aspectos. O foco é no desenvolvimento intelectual dos alunos, contribuindo na formação cultural e complementar. Atualmente, são mais de 100 escolas em diferentes estados brasileiros.

Fonte:  Marcela Baptista – DFreire

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *