Foto/Divulgação: Rafael Ribeiro - CBF
Por Guilherme Pinheiro
O trabalho de Ancelotti na Seleção recomeçou nesta terça-feira (28/07), 23 dias após a eliminação no último Mundial. O italiano desembarcou no Rio de Janeiro e seguiu direto para a sede da CBF. Setembro bate à porta cobrando um desempenho nos amistosos contra a Austrália. Consequentemente, a primeira urgência do treinador envolve escolher os nomes deste pontapé inicial.
Ancelotti deve fazer apostas nos próximos jogos, mas sem jogar os veteranos no escanteio. O treinador tem um perfil conservador e preza por uma transição suave, mesclando a bagagem dos mais velhos com o fôlego dos mais novos. O técnico escuta a impaciência da arquibancada, no entanto, sabe que a pressa pode fabricar novos erros. Além disso, novembro reserva mais testes para a seleção brasileira.
Os amistosos servem apenas de laboratório, mas a verdadeira prova de fogo acontece no segundo semestre de 2027. Exatamente nesse período, as Eliminatórias Sul-Americanas começam sob um formato diferente. Argentina, Paraguai e Uruguai já carimbaram suas vagas por sediarem os jogos do centenário. Dessa forma, o Brasil encara uma tabela esvaziada dos clássicos mais pesados.
Logo em seguida, a Copa América de 2028 cruza o caminho do time. A organização deve empurrar o torneio novamente para os Estados Unidos. Por isso, a comissão técnica quer forjar uma espinha dorsal inquebrável até lá. O torcedor espera por um time mais consistente, e o comandante europeu terá que mostrar seu potencial nesse novo ciclo.
