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Foto/Divulgação: Thiago Lontra |

O uso dos vapes também esteve entre os principais alertas da ação, especialmente pelo crescimento do consumo entre adolescentes e jovens

Quase 40 mil novos casos de câncer de pulmão são estimados no Brasil nos próximos anos. O alerta foi feito pela pneumologista da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Danielle Vasconcelos, durante uma ação da Campanha Agosto Branco, realizada nesta terça-feira (18/08) pelo Departamento Médico da Casa, com apoio da Sociedade de Pneumologia e Tisiologia do Estado do Rio de Janeiro (Sopterj).

Com o tema “Fumar não dá match com seus planos”, a iniciativa chamou atenção para a importância da prevenção ao tabagismo, dos cuidados com a saúde pulmonar e do diagnóstico precoce do câncer de pulmão. O uso dos cigarros eletrônicos, os chamados vapes, também esteve entre os principais alertas da campanha, especialmente pelo crescimento do consumo entre adolescentes e jovens.

Segundo Danielle, o câncer de pulmão é o tipo da doença que mais mata no mundo atualmente. Durante a ação, a pneumologista reforçou a importância de que fumantes e ex-fumantes procurem acompanhamento médico e façam avaliações da saúde pulmonar.

“Essa campanha é para lembrar a quem fuma, ou quem já fumou, que procure o atendimento médico, por meio de um pneumologista, para fazer os exames e verificar se está tudo certo com o pulmão. Se você ainda fuma, pare imediatamente. Aproveite o Agosto Branco e repense seus hábitos”, alertou.

Além da prevenção e dos cuidados com a saúde pulmonar, a programação apresentou informações sobre os serviços disponíveis gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para quem deseja parar de fumar.

O diretor do Departamento Médico da Alerj, Renan Torres, destacou a importância de se ampliar as ações de conscientização e incentivar a população a buscar orientação profissional. “É importante ampliar cada vez mais a conscientização das pessoas, porque estamos falando de uma doença muito importante. Precisamos promover a saúde, entender os fatores de risco relacionados ao fumo e orientar as pessoas a procurarem ajuda médica e terapêutica”, afirmou.

Segundo Renan, a realização de campanhas como o Agosto Branco também contribui para levar informação para além do ambiente da Assembleia Legislativa. “A gente quer mostrar, por meio da Alerj, tanto para o público interno quanto para o público externo, o quanto essas campanhas são importantes para promover a saúde. É uma forma de conscientizar da melhor maneira possível e ampliar essa discussão sobre a importância da prevenção e dos cuidados com a saúde”, destacou.

Conscientização e orientação

A coordenadora da Comissão de Tabagismo da Sopterj, Natália Blanco, destacou que o principal objetivo da campanha é conscientizar a população sobre os riscos do tabagismo e mostrar que abandonar o cigarro pode reduzir as chances de se desenvolver câncer de pulmão.

“O grande objetivo da sociedade médica, em especial da sociedade de pneumologia, é orientar a população acerca do fator de risco que é o tabagismo, um fator de risco modificável. Se a pessoa parar de fumar, pode reduzir o risco de câncer de pulmão”, explicou.

Natália também chamou atenção para a importância do diagnóstico precoce e para a existência de tratamento gratuito pelo SUS. Segundo ela, o Brasil é referência mundial no enfrentamento ao tabagismo, tanto pelas políticas públicas quanto pela oferta de tratamento. “O Brasil é muito pioneiro, não só na parte de legislação e fiscalização, mas também no fornecimento de tratamento gratuito pelo SUS. O país tem vários centros de referência onde são oferecidas terapia cognitivo-comportamental e terapia medicamentosa, com reposição de nicotina, por exemplo”, afirmou.

Uma história de quem conseguiu parar

A ação também contou com o relato do servidor da Alerj Lauro Sena, que fumou durante 25 anos e chegou a consumir duas carteiras de cigarro por dia. Hoje, ele está há 35 anos sem fumar. Lauro conta que começou ainda aos 12 anos, influenciado por colegas da escola. “Eu não sabia que ali eu estava traçando um dos grandes problemas para minha saúde”, lembrou.

A decisão de abandonar o cigarro veio depois de uma tentativa de passar 24 horas sem fumar. “Chegou um dia em que eu consegui dar um basta e fiquei 24 horas sem fumar, até que em um momento eu disse: ‘eu não preciso mais’”, contou.

A campanha Agosto Branco reforça a importância de se repensar hábitos, buscar informação e procurar ajuda profissional para prevenir doenças e preservar a saúde pulmonar.

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