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Foto/Divulgação: Octacílio Barbosa

Audiência pública discutiu a aplicação do Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (PELLLB-RJ) e a ampliação do acesso à leitura nas favelas e periferias.

A Comissão Especial de Favelas e Periferias, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), se reuniu, nesta quinta-feira (28/05), em audiência pública, para debater a valorização da literatura produzida nas favelas e periferias, além da promoção de políticas públicas voltadas ao setor. O encontro, realizado no Palácio Tiradentes, também discutiu o fortalecimento e a aplicação do Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (PELLLB-RJ), criado para ampliar o acesso ao livro, fomentar a leitura e incentivar a formação de mediadores no estado.

O colegiado anunciou ainda, que irá criar o Grupo de Trabalho (GT) Carolina Maria de Jesus, com o objetivo de acompanhar e fortalecer a implementação do Plano Estadual do Livro, além de reivindicar políticas públicas permanentes e orçamento específico para ações de incentivo à leitura e à literatura nas favelas e periferias.

Acesso à leitura e fortalecimento cultural

À frente do colegiado, a deputada Renata Souza (Psol), destacou a importância da democratização do acesso à leitura. “O Plano Estadual do Livro é um marco para o movimento literário no Rio de Janeiro, reforça a importância de garantir que a literatura chegue às pessoas que historicamente ficaram à margem desse direito. Além disso, as bibliotecas comunitárias também cumprem um papel fundamental de acolhimento, diálogo e formação crítica nas periferias. Mas precisamos avançar para que essas iniciativas se consolidem como políticas públicas permanentes, com orçamento e estrutura garantidos”, afirmou.

O secretário de Formação Artística e Cultural, Livro e Leitura do Ministério da Cultura, Fabiano Piúba, ressaltou a força da produção cultural nas periferias brasileiras. “As periferias movimentam saraus, bibliotecas comunitárias, editoras independentes e economias criativas que fortalecem a literatura produzida nos próprios territórios. Esses espaços têm um papel fundamental na democratização da cultura e da leitura”, declarou.

Bibliotecas comunitárias

Durante o debate, o colegiado também abordou sobre o papel das bibliotecas comunitárias em ampliar o acesso à leitura e à cultura nas periferias, funcionando também como espaços de acolhimento e formação. A Rede CCAP (Centro de Criação de Imagem Popular) reúne iniciativas voltadas ao fortalecimento cultural e educacional em territórios populares do Rio de Janeiro.

O superintendente de Leitura e Conhecimento da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (Secec/RJ), Gabriel Salabert, destacou o papel social desses espaços. “As bibliotecas deixaram de ser apenas espaços de livros e se tornaram locais de acolhimento, diálogo e formação. Muitas vezes, representam um refúgio para crianças e jovens das periferias”, afirmou.

Representando a Rede CCAP, Elisabeth Campos contou sobre o trabalho desenvolvido. “As bibliotecas ajudam crianças, jovens e idosos a reconhecerem o valor das próprias histórias por meio da educação, da cultura e da literatura. É um trabalho que fortalece o pertencimento e o protagonismo das periferias”, comentou.

A audiência contou, ainda, com a entrega do prêmio Carolina Maria de Jesus de Literatura para 26 coletivos do setor.

 

 

Texto: Clariana Dantas

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