Carlo Ancelotti, técnico da Seleção — Foto/Divulgação: Rafael Ribeiro / CBF
Por Pedro Henrique Lopes
Brasil tem caminho desenhado até a copa e, preparação para tentar expurgar o fantasma europeu dos últimos mundiais
É fato público que os algozes da seleção brasileira nos últimos mundiais são os europeus, desde 2002. São 24 anos de eliminações para França, Holanda, Alemanha, Bélgica e Croácia, de goleada a jogo duro, virada e derrota sem gols por parte do time brasileiro. Até a geografia dos países são variadas, do noroeste europeu, aos balcãs. O time brasileiro parece sofrer de um trauma europeu, seja ele de onde for. Será um técnico europeu o antídoto para tal trauma? Para além disso, a CBF agendou amistosos contra seleções européias, França no dia 26 de março e Croácia – a última algoz – para o dia 31 de março.
Agenda da seleção até a copa:
16/03 – Convocação para amistosos
23/03 – Apresentação em Orlando, nos EUA
26/03 – Brasil x França, em Boston
31/03 – Brasil x Croácia, em Orlando
19/05 – Convocação para Copa
25/05 – Início da preparação na Granja Comary
31/05 – Brasil x Panamá, no Maracanã
01/06 – Viagem para os EUA
06/06 – Brasil x Egito, em Cleveland
13/06 – Estreia na copa contra o Marrocos
Na fase de grupos a seleção brasileira tem apenas um europeu pela frente, será a seleção escocesa, que não deve demandar dificuldade igual aos algozes antes citados. O problema do Brasil é quando se depara no mata-mata com tais adversários. Talvez fosse produtivo deixar de lado um pouco a rivalidade e olhar para como a Argentina teve sucesso em 2022 contra as seleções hegemônicas, para além do aspecto técnico e tático, pode existir uma questão mental, afinal, o lado técnico e tático sozinhos não explicam tamanha freguesia desde 2002. Será o Brasil, “país do futebol”, ter começado a olhar os europeus com tanto respeito? Os hermanos não quiseram nem saber, sob a batuta de Lionel Messi, despacharam um por um no mata-mata de 2022. Apesar que tendo um “Messi” e um “Scaloni” seja mais fácil lograr êxito. É um paradoxo.
