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Foto/Divulgação: Gilvan de Souza | Flamengo

Por Pedro Henrique Lopes

 

É fato público a demissão de Filipe Luís, mas existem alguns recalques sobre a motivação do porquê BAP fez isso. Há alguns recalques no sentido que se apontam motivações nos resultados ruins, escalações contestáveis, entre outros aspectos inerentes a crítica a qualquer treinador. No entanto, além disso há um motivo PRINCIPAL, a pedra angular da demissão de Filipe Luís, que é a vaidade do dirigente rubro-negro. A demissão do catarinense começou a ser construída em dezembro, quando o processo de renovação gerou um desgaste imenso, principalmente, na relação entre BAP e Filipe. Guerras de narrativas estavam deflagradas: “Ele é ingrato e não quer ceder” ou “O salário dele é o menor entre todos os técnicos da série A do brasileirão, ele não é devidamente valorizado pelo clube.” Assim vociferavam os principais e tradicionais meios de comunicação na época.

Claramente BAP ficou com ego ferido, pois teve que ceder em alguns pormenores para lograr sucesso na renovação com o treinador – não obstante o treinador também ter cedido, a vaidade é uma característica que mais cara ao mandatário rubro-negro do que ao “europeu” Filipe Luís. Dois bicudos não se beijam, como já diria o outro. Se antes, com a opinião pública a favor de Filipe era quase impossível uma atitude do mandatário, isso ficou fácil quando o jogo virou a partir das más atuações do rubro-negro. Evidentemente que existem variados motivos que selaram a demissão de Filipe Luís, mas o principal é este, que está de certa forma recaldado.

Demitir o treinador em plena madrugada não é nada profissional, isso cheira a gestão Landim demitindo Rogério Ceni às 3 da manhã – o que anos depois, em entrevista, foi admitido como atitude errônea pelo próprio ex-vice presidente de futebol, Marcos Braz. Aqui não há nenhum tipo de hagiografia de Filipe Luís, mas apesar de todos os problemas que ele precisa ser responsabilizado, existe uma culpabilidade quase nula atribuída a Boto, que até hoje não mostrou ao que veio fazer no Flamengo.

E existe mais um fator, o fator SEQUESTRO. Sequestrando a atitude abrupta de BAP para com Filipe Luís, parte da imprensa tradicional tenta de todo jeito, imbuir uma culpa exclusiva as “gritarias e chiliques” que, de fato, influenciadores/criadores de conteúdo fazem na internet. No entanto, eles não olham para o próprio umbigo, muito menos olham para o TODO, do porquê a opinião pública/criadores de conteúdo reagem de maneira, algumas vezes realmente, exagerada? O umbigo é recalcar a sede ensandecida de um dos maiores veículos de comunicação ter tido/ter um quadro chamado “No bico do corvo” – que se refere quando um treinador está ameaçado de demissão, muitas das vezes injusta. E o TODO, é saber que não é o futebol que está radicalizado/polarizado numa luta eterna entre o CERTO e o ERRADO, mas sim toda a população brasileira está mergulhada na polarização, o futebol não é imune aos fenômenos sociológicos. A atitude de certos torcedores e/ou dirigentes não é resultado desse ou daquele, mas sim do TODO.

Tenho dito, BAP errou retumbantemente e, calcou sua decisão na vaidade.

 

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